ANÁLISE FUNCIONAL DAS CONSTRUÇÕES SUBSTITUTIVAS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO (PB)

Daniele Cristina Campos

Resumo


O objetivo inicial desta pesquisa é examinar a relação sintático-semântica das construções substitutivas no português brasileiro (PB) instanciadas pelos seguintes padrões sintáticos:  não –x, mas sim –y; não –x, e sim –y; não –x, mas –y; nunca –x, mas sim –y; jamais –x, mas sim –y. Desse modo, consideramos que o presente trabalho representa uma importante contribuição à descrição do PB, na medida em que analisa construções ainda não abordadas na literatura vigente. Vale ressaltar que, além de apresentarem elevada frequência de uso, as construções substitutivas têm sua convencionalidade atestada pelo amplo emprego em textos de modalidade escrita na variedade padrão do idioma. Ao analisar e descrever tais estruturas oracionais, identificamos que elas não se encaixam nas categorias de coordenação e subordinação, dois únicos processos de integração de orações descritos na teoria da gramática padrão, como podemos atestar em Bechara (2009), Cunha e Cintra (1985) e Rocha Lima (2011). Sendo assim, partimos para a teoria da correlação de Oiticica (1945;1952) e de trabalhos em abordagem funcionalista que tratem da correlação – como Castilho (2014), Duarte (2013), Rosário (2012) e Rodrigues (2013), uma vez que as construções substitutivas não se caracterizam apenas pela presença de um único conector como elo entre duas orações, mas, principalmente, de um par correlativo que pode ser dividido em prótase (elemento negativo) e apódose (conector de valor adversativo, seguido ou não de partícula de reforço).  Para a realização da análise das estruturas oracionais, objetos de investigação deste trabalho, tomamos como corpus 100 dados coletados do sítio Folha de São Paulo, do gênero notícia jornalística, na modalidade escrita padrão em norma culta do português brasileiro.


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