AS CONJUNÇÕES POIS E PORQUE SOB UMA ABORDAGEM SEMÂNTICO-ARGUMENTATIVA

Anderson Rodrigues Marins

Resumo


No presente estudo, as conjunções pois e porque serão submetidas a uma análise semântico-argumentativa, tendo em vista que o tratamento dado a elas, ao menos no Brasil, ainda merece reflexão, sobretudo no que diz respeito às relações de causa e explicação que esses conectores argumentativos conferem às orações. A base teórica para essa abordagem são os trabalhos desenvolvidos por Oswald Ducrot (1971, 1977, 1987) acerca da Semântica Argumentativa. Com esses estudos de Ducrot, mostra-se que a taxonomia que as gramáticas apresentam há já pelo menos uns cinquenta anos, além de extremamente limitada, não leva em conta outros fatores relativos às conjunções mais significativos, como, por exemplo, a organização que dão ao discurso e à estruturação do texto. Há algumas exceções como, por exemplo, Neves (2000) e Azeredo (2010). Também servirão de base à pesquisa os trabalhos de Vogt (1989), Guimarães (2002) e Koch (2003, 2006, 2008 e 2010). Vê-se que, em algumas gramáticas normativas (cf. Rocha Lima (2010), Evanildo Bechara (2003) e Cunha e Cintra (2001)), a classificação das conjunções em questão, em coordenativas explicativas ou subordinativas causais, não é inteiramente clara. Quando da investigação sobre o pois e o porque, serão realizadas análises das incidências em corpus de língua escrita contemporânea, com exame de textos do gênero jornalístico (jornal e revista) e do gênero “manual de instrução” –  todos em linguagem formal. Assim, o presente trabalho busca apresentar um estudo acerca de fatores envolvidos entre as características dessas conjunções e também entre as relações de causa e explicação. 


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