ARTICULAÇÃO SINTÁTICA E INFORMACIONAL DAS CLÁUSULAS RELATIVAS NA FALA ESPONTÂNEA DO PORTUGUÊS DO BRASIL

Crysna Bonjardim da Silva Carmo

Resumo


Este estudo investiga as cláusulas relativas na fala espontânea do português do Brasil, conforme os processos informacionais, sintáticos e semântico-cognitivos envolvidos em seu processamento. Nesse contexto, descreve as cláusulas relativas na fala espontânea do PB; estabelece uma distinção semântico-cognitiva entre relativas restritivas e não restritivas via mecanismos linguísticos e propõe uma definição para a relativização clausal baseada na estrutura informacional da fala definida pelo comportamento prosódico. Para tanto, adota os pressupostos da Theory of Language in Act (CRESTI, 2000). Como corpus de pesquisa utiliza o C-ORAL-BRASIL (RASO; MELLO, 2012), especificamente o seu minicorpus – etiquetado informacionalmente. A partir da definição de relativa postulada neste estudo, chegou-se aos seguintes resultados acerca dessas cláusulas: (i) o que funciona como o único conector de relativização; (ii) os conectores na fala espontânea informal parecem ser obrigatórios, contudo sua função é distinta: converte a relativa em um termo sintático adjunto do Nome (N) antecedente; ao passo que na relativa não restritiva, apenas recupera anaforicamente o conteúdo semântico de N; e (iii) considerando a estrutura informacional, a sintaxe e o domínio de restrição, somente as relativas restritivas são instâncias de relativização. As não-restritivas possuem uma semântica distinta, apesar de apresentarem uma estrutura sintática semelhante à das relativas verdadeiras. 


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