CONSTRUÇÕES CORRELATAS PROPORCIONAIS SOB A PERSPECTIVA DA LINGUÍSTICA FUNCIONAL CENTRADA NO USO

Thaís Pedretti Lofeudo Marinho Fernandes

Resumo


Este trabalho tem como objetivo examinar os usos das construções correlatas proporcionais com base nos pressupostos teóricos da Linguística Funcional Centrada no Uso. Esta corrente teórica analisa a língua em pleno uso e visa a uma abordagem holística, em que nenhum nível linguístico é proeminente em relação aos demais. Toma-se o conceito de construção no sentido estabelecido por Traugott e Trousdale (2013), ou seja, como uma unidade básica da língua, composta por um pareamento de forma e sentido. As construções proporcionais são analisadas em seus dois padrões instanciados: o primeiro é constituído pelas expressões conectoras à medida que e à proporção que, e o segundo é instituído pelos correlatores quanto mais/menos... (tanto) mais/menos. Os dados são extraídos do Corpus do Português. Defende-se que as construções em ambos os padrões constituem estruturas correlatas em língua portuguesa. Contudo, em razão do comportamento sintático distinto, os chamados Padrão I e Padrão II recebem tratamentos particulares. No primeiro, lança-se mão do critério da telicidade para firmar a conexão sintática entre prótase e apódose. No segundo, evidencia- se a alta produtividade do padrão. Com isso, objetiva-se estabelecer, a partir da visão funcional da língua, a hierarquia construcional das correlatas proporcionais, baseada em diferentes níveis de abstração.

Palavras-chave: Correlação; Construção; Proporção.


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