A CONSTRUÇÃO [(X) AGORA (Y)] NA ESFERA JORNALÍSTICA DO SÉCULO XIX

Danielle dos Santos Cleres, Marcos Luiz Wiedemer, Maria Maura Cezario

Resumo


Embasados no aporte teórico-metodológico da Linguística Funcional Centrada no Uso (KEMMER & BARLOW, 1999, BYBEE, 2010, MARTELOTTA, 2011, TRAUGOTT & TROUSDALE, 2013, ROSÁRIO & OLIVEIRA, 2016 entre outros), investigamos as construções com “agora”, representadasem sua construção mais abstrata como [(X) agora (Y)], em jornais (Correio Braziliense ou Armazém Literário – 1808 - 1822; O Patriota, Jornal Litterario, Político, Mercantil - 1803-1814; A Aurora Fluminense – 1827-1835; O Tempo: o jornal politico e litterario – 1832-1846; Gazeta da Tarde – 1880-1889), que circularam na cidade do Rio de Janeiro. A partir do objetivo principal de analisar os subesquemas de diferentes níveis, os resultados evidenciam que há dois subesquemas superordenados: a construção [circunstanciadora agora TEMPO], que licencia três subesquemas construcionais: [VERBO agora], [agora VERBO], [PREPOSIÇÃO agora], em que o falante tem por objetivo pontualizar o discurso no tempo; e a construção [comparação AGORA enunciativa], que licencia cinco subesquemas construcionais: [agora ADJETIVO], [agora SUBSTANTIVO], [agora], [agora QUE], [agora (X) PERÍODO], em que o falante tem por objetivo localizar o tempo na comparação de ações entre as porções textuais, onde a indicação do tempo é não cronológica, já que apresenta correlação enunciativa. Além disso, ambos os subesquemas apontam para o domínio funcional mais amplo da adverbialidade, relacionados em nível hierárquico por semelhança, o que resulta na configuração como uma construção mais esquemática [(X) agora (Y)].

Palavras-chave: Linguística Funcional Centrada no Uso; Abordagem Construcional; Advérbio agora. Adverbialidade.


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