O CONECTIVO “E” E O TRAVESSÃO COMO TRAÇO DE ESTILO EM MEMÓRIAS DO CÁRCERE, DE GRACILIANO RAMOS

Erick Bernardes, Raquel Sampaio dos Santos

Resumo


Este artigo baseia-se na escrita de Graciliano Ramos, mais especificamente em Memórias do cárcere (2011), tendo, como tema central, o traço estilístico voltado para o emprego do conectivo “e” que é posposto ao travessão, bem como para as variadas facetas que as suas utilizações assumem. Toma-se, como meta investigativa, o aspecto adversativo e o consecutivo que cobrem o termo “e”, o qual é tradicionalmente considerado como uma conjunção aditiva. Soma-se a isto, a atenção voltada para o emprego constante do “e” juntamente com o travessão (—), no intuito de conotar certa ênfase ou realce de enredo autobiográfico. Considera-se o conectivo “e” (juntamente ao travessão) como um artifício de composição textual usado para separar expressões ou frases explicativas no manejo da autorreferencialidade, já que se trata de uma autobiografia.

Palavras-chave: Graciliano Ramos; Memórias do cárcere; Conectivos.


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