Guerrilha no Brasil: Uma crítica à tese do "Suicídio revolucionário em voga nos anos 80 e 90"

Durbens Martins Nascimento

Resumo


O artigo faz um balanço da literatura sobre a guerra de guerrilhas empreendida no Brasil nos anos 60 e 70, tendo como pano de fundo a Guerrilha do Araguaia. Sem pretender uma revisão exaustiva da literatura, visa analisar o significado do diagnóstico produzido nos 80 e 90, caracterizado pelo que chamamos de “suicídio revolucionário” e da busca pelas “causas da derrota” do projeto revolucionário da esquerda, que teria sido a aventura da luta armada no Brasil. Dialogando com os autores, chegou-se a conclusão que a autocrítica que seguiu essa direção, estava subordinada a uma nova plataforma político-estratégica para a sociedade brasileira encabeçada pelo PT. Os principais autores da reflexão autocrítica eram ligados direta ou indiretamente a essa organização partidária. Fato que encaminhou a avaliação do movimento para deduções fortemente influenciadas pelos dilemas da consolidação da Transição Democrática e da
afirmação de um novo projeto social-democrata para o país e que hoje está no poder.


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