Notas sobre a visão da loucura nos escritos de Hegel[1]

Maurício Ouyama

Resumo


Este artigo pretende analisar a concepção de loucura em um texto de G.W.F. Hegel e discutir como o discurso médico e a tradição filosófica convergiam, no início do século XIX, para uma mesma finalidade: a anexação da loucura pela Razão. Até Hegel a loucura era compreendida como uma modalidade exterior ao Pensamento. Com Hegel e Pinel, a loucura tornou-se não apenas um elemento interior ao ser humano e até mesmo como “natural” e necessária. Hegel leu Pinel: da experiência clínica do alienista, o filósofo buscou construir uma conceitualização rigorosa da loucura. Utilizando o texto de Hegel, Enciclopédia das Ciências Filosóficas, e mapeando nele a matriz pineliana que este autor extraiu do Tratado Médico Filosófico, buscaremos, neste artigo demonstrar através da análise de dois expoentes culturais como, no início do século XIX, o pensamento médico e a tradição filosófica convergiam para um mesmo leque de objetivos.

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