Unção Régia Asturiana: uma resposta às demandas políticas e sociais

Bruno de Melo Oliveira

Resumo


A intenção deste artigo é analisar a relação entre o poder sagrado e o poder político na articulação da sociedade asturiana medieval. O final do século VIII e o princípio da centúria seguinte correspondem a nossa delimitação temporal, mais precisamente aos reinados de Afonso II. Neste período se insere o processo de expansão territorial das Astúrias e de submissão das regiões vizinhas, surgindo aí um elemento religioso usado para afirmar politicamente a nascente entidade política, a cerimônia de unção régia. O emprego deste cerimonial não deve ser visto como um mero discurso ou simples recurso estilístico de um cronista medieval, muito pelo contrário, tal prática precisou contar com o apoio de clérigos que inculcaram a crença nesta modalidade de legitimidade.


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