Economia antiga e "Racionalidade limitada": Uma Crítica ao Uso de Modelos Neomodernistas

José Ernesto Moura Knust

Resumo


Desde o século XIX a caracterização da economia antiga vem suscitando grandes debates entre economistas e historiadores. Após um período de hegemonia de abordagens avessas ao uso do aparato da teoria econômica neoclássica, inaugurado pela obra de Moses Finley, nas últimas duas décadas tem crescido a influência de modelos econômicos sobre a história econômica da Antiguidade. Neste artigo, pretendo identificar distintas maneiras como essa influência tem sido sentida nos debates sobre a “racionalidade econômica dos antigos”, avaliando-as criticamente. Por fim, pretendo analisar as bases epistemológicas da utilização do conceito neoclássico de racionalidade, incluindo suas versões mais desenvolvidas, concluindo que elas não são um bom caminho para a produção da História Econômica da Antiguidade.


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