Saindo do Armário: notas para um estudo sobre ativismos e demandas por direitos no Rio de Janeiro

Marcos Veríssimo

Resumo


A proposta deste artigo é descrever e propor algumas interpretações sobre a atuação de coletivos antiproibicionistas, que, na cidade do Rio de Janeiro, militam em prol de formas mais liberais de regular a produção, o comércio, a circulação e o consumo de “drogas” postas na ilicitude (em especial a maconha). Após três décadas de regime democrático no Brasil que sucederam os 21 anos de ditadura militar (1964-1985), o que era rotulado como uma “subversão” (e nesta chave reprimido) passou a ocupar os espaços públicos das cidades brasileiras como uma bandeira, como acontece no caso das marchas da maconha. No intuito de construir lentes contrastivas, tratarei das relações da militância antiproibicionista com outra também envolvendo usos do corpo: a militância dos pares homoafetivos, e contrastarei com exemplos de militâncias análogas fora do Brasil, trazendo o caso argentino. Este artigo foi feito com base em etnografia junto aos militantes, e de análise de material publicado na imprensa.

Palavras-chave


Representações Sociais – Direitos Individuais – Criminalização da Pobreza

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DOI: https://doi.org/10.22409/conflu18i2.p482

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