Vi(ver), filmar, enviar: trabalho vigilante ou a biopolítica do amador no caso Virginia Tech

Gabriel Gesualdi Malinowski

Resumo


O pensamento desse ensaio é disparado por uma faceta do acontecimento que ficou conhecido nos mídia como o “massacre de Virginia Tech”. Trata-se do vídeo produzido pelo estudante Jamal Albarghouti no momento em que o estudante-atirador Cho Seung-hui fazia seus disparos contra alunos e professores. Nesse vídeo precário e imprevisto, mostrando a parte de fora do campus universitário, ouvem-se disparos de Cho. Em seguida, Jamal envia essas imagens e sons para o site da CNN, em uma sessão intitulada i-Report (eu-Repórter). Interessa-nos então questionar: por que esse estudante filma? Por que, espontaneamente, ele envia esse vídeo para a CNN? A fim de esboçar algumas repostas a essas questões, tratamos de repensar essa ação como uma forma de trabalho própria às sociedades da informação, que são perpassadas por forças biopolíticas de todo diversas das modernas sociedades industriais.

Palavras-chave


amador; biopolítica; Virginia Tech.

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DOI: https://doi.org/10.22409/contracampo.v0i22.59

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