A poliarquia brasileira: da aliança entre mídia e governos à liberdade de oposição social organizada durante os governos Collor e FHC

Guilherme Augusto Batista Carvalho

Resumo


O presente artigo pretende realizar uma discussão sobre o papel da mídia brasileira no apoio à hegemonia governista, na ainda jovem democracia que tentava se estabelecer na década de 1990 no país. Para tal, buscamos realizar uma discussão teórica fundamentada em quatro conceitos basilares: “Poliarquia”, “Simbolismo”, “Hegemonia” e “Vontade”. Além disso, buscaremos nos debruçar sobre a conjuntura a qual esse trabalho se propõe a analisar, a fim de enrobustecer nosso diagnóstico final. Frente a tais proposições, buscaremos realizar uma análise qualitativa dos fatos, através de um método observacional das bibliografias pertinentes, como artigos e livros que mostram o histórico da temática, além de dados coletado na época, como desemprego, inflação e satisfação/insatisfação. Assim, o artigo levanta uma questão estrutural: a participação da mídia na manutenção da governabilidade interferiu na proeminência democrática de oposição organizada? Concluímos que ambos governos terminaram extremamente fragilizados devido aos escândalos, e números de baixa aprovação, nos levando a concluir que a participação de grupos opositores de cunho social organizado, se fortaleceram frente ao descrédito desses governos, apesar da oposição feita pela mídia a esses movimentos, nenhum consenso foi alcançado.


Palavras-chave


Poliarquia; Collor; FHC

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ISSN 2238-9288

NEPeTS - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Teoria Social