Concentração da demanda energética na Indústria Brasileira Têxtil

Luiz Moreira Coelho Junior, Edvaldo Pereira Santos Júnior, Filipe Vanderlei Alencar

Resumo


Nos últimos anos, a indústria nacional têxtil tem-se registrado uma mudança gradual na natureza do processo de concepção de tecnologias quanto a eficiência e intensidade energética. Este trabalho analisou o grau de concentração energética da indústria têxtil brasileira, no período de 1970 a 2016. Os dados utilizados para mensuração da análise de mercado e concentração energética da indústria brasileira têxtil foram tidos do Balanço Energético Nacional, em toneladas equivalentes de petróleo (tep). O grau de concentração foi determinado por meio da Razão de Concentração [RC(k)], Índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), Índice de Entropia de Theil (E), Índice de Hall-Tideman (HTI) e Índice de Gini (G). A partir das análises realizadas, conclui-se que: O setor têxtil brasileiro tem sua concentração energética em duas fontes, com participação média de 53,39% para o CR(1) e de 82,48% do CR(2), no período estudado. O HHI indicou tendências de concentração e classificou como altamente concentrado. O E corrobora as inferências do HHI; O G mostrou desigualdade de média. O HTI refletiu uma concentração moderadamente alta. É importante que a indústria brasileira têxtil encontre mecanismos para diversificar sua matriz energética.

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DOI: https://doi.org/10.22409/engevista.v21i1.13190

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