ESTUDO DO PROCESSO DE EXTRAÇÃO DE ÓLEO DE MAMONA EM COOPERATIVAS DO PÓLO SÃO FRANCISCO (STUDY OF THE EXTRACTION PROCESS OF CASTOR BEAN OIL IN THE COOPERATIVES OF POLE SAN FRANCISCO)

Eugênio dos dos Santos de Castro Campos, Vivianni Marques Leite dos Santos

Resumo


As oleaginosas vêm sendo uma importante alternativa ao uso do petróleo como matéria-prima para combustíveis. A extração de óleo de mamona é um elo de fundamental importância sobre a cadeia produtiva do biodiesel, principalmente no Nordeste do Brasil. Juntamente com a torta e a casca, co-produtos da extração, podem contribuir para reduzir a pobreza nas regiões semiáridas do Brasil. A mamoneira é uma oleaginosa de alto valor econômico, cujas aplicações são bastante várias, dando origem a produtos variados, que vão desde a fabricação de graxas e lubrificantes, tintas, vernizes, espumas e materiais plásticos para diversos fins, até a produção de cosméticos, produtos alimentares, farmacêuticos e o biodiesel. Além disso, o processamento desta oleaginosa vem gerando impactos sociais significativos por ser produzida dentro do conceito de agricultura familiar. O objetivo principal deste estudo foi fornecer subsídios aos agricultores familiares de cooperativas do Pólo São Francisco para avaliação dos custos e benefícios da comercialização do óleo e torta em lugar do grão de mamona. Para isto foi realizada a otimização do processo de extração por solvente do óleo a partir do grão de mamona produzido pelas Cooperativas e também uma análise econômica comparativa entre a comercialização do grão e do óleo extraído.  Os resultados obtidos permitem concluir que a qualidade do óleo da semente de mamona do tipo BRS Paraguaçu, cultivada pelas cooperativas, tem qualidade satisfatória relativa à sua estabilidade à oxidação e índice de acidez, além de prever vantagem em comercializar o óleo de mamona em relação à comercialização do grão, com aumento da margem de lucro de 67 para 81%. A margem aumenta para 126% quando levada em consideração a comercialização da torta.


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DOI: https://doi.org/10.22409/engevista.v17i4.616

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