ASPECTOS FISIOLÓGICOS DAS SEMENTES DE ROMÃ E JUÁ DURANTE O ARMAZENAMENTO CRIOGÊNICO

Luzia Marcia de Melo Silva, Mario Eduardo Rangel Moreira Cavalcanti Mata, Maria Elita Martins Duarte

Resumo


É essencial conhecer o comportamento fisiológico das sementes, para que se possa definir a técnica apropriada para o armazenamento seguro. O teor de água das sementes e a temperatura do ambiente de armazenamento são fatores decisivos para a conservação da qualidade fisiológica das sementes. Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade fisiológica das sementes de romã e sementes de juá revestidas de endocarpo submetidas ao armazenamento criogênico nas temperaturas de -170 ºC (vapor de nitrogênio) e -196 ºC (nitrogênio líquido) por um período de 90 dias. As sementes foram crioconservadas e em seguida, descongeladas gradativamente nas temperaturas de -196, -170, -80, 10 ºC e ambiente com intervalo de 3 horas para cada temperatura, para serem realizados os testes de germinação e vigor. O delineamento estatístico empregado foi o inteiramente casualizado, com arranjo fatorial de duas temperaturas (-170 e -196 ºC) e quatro períodos de crioconservação (0, 30, 60 e 90 dias). A análise de variância e comparação das médias dos tratamentos foi realizada pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Com os resultados obtidos conclui-se que a qualidade fisiológica (germinação e vigor) das sementes de romã foi afetada negativamente com a utilização dos métodos de crioconservação, apresentando um decréscimo no percentual no decorrer do armazenamento; já as sementes de juá revestidas de endocarpo mantiveram a viabilidade durante o período de armazenamento, podendo ser crioconservadas tanto no vapor de nitrogênio (-170 ºC) como no nitrogênio líquido (-196 ºC).

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DOI: https://doi.org/10.22409/engevista.v18i1.667

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