CARACTERIZAÇÃO DE ROCHA GRANÍTICA PARA SER UTILIZADA COMO LASTRO NA ESTRADA DE FERRO CARAJÁS

Ronderson Queiroz Hilario, Gilberto Fernandes, Hebert da Consolação Alves, Gabriel Cordeiro Costa, Eduardo Afonso Dias, Igor Guilherme Santos, Pedro Henrique M de Andrade Coutinho, Edgar Alfredo Sá, Ralph Werner Heringer Oliveira

Resumo


O lastro ferroviário deve ser constituído por materiais pesados e duráveis, dotados de grãos angulares, não contaminados e livres de pó. Em função da disponibilidade e de considerações econômicas, uma gama extensiva de materiais tem sido empregada como lastro, tais como granitos, basaltos, rochas calcárias, escórias e outras litologias. Uma das principais funções do lastro é a de manter a posição da via resistindo às forças verticais, laterais e longitudinais aplicadas aos dormentes. O lastro também provê resiliência e absorção de energia pela via que, em troca, reduz as tensões nos materiais subjacentes para níveis aceitáveis. São requeridas para o lastro faixas granulométricas que permitam uma resposta mecânica proporcional à carga por eixo e que facilitem a drenagem da via. O presente trabalho tem como objetivo avaliar e caracterizar as propriedades físicas e mecânicas de um agregado pétreo proveniente de uma rocha granítica localizada na região norte do Brasil para ser utilizada na Estrada de Ferro Carajás. O estudo torna-se extremamente relevante, pois o conhecimento das propriedades físicas é essencial para aumentar a qualidade e aperfeiçoar o processo de utilização do material em questão. A caracterização do granito foi realizada por meio dos ensaios de: análise granulométrica, determinação da abrasão “Los Angeles”, da resistência ao choque - índice de tenacidade TRETON, massa específica aparente, absorção e porosidade aparente, forma do material, teor de fragmentos macios e friáveis, teor de argila em torrões, carga pontual e resistência a intempéries. Todos estes índices têm como referência os padrões estabelecidos pela ABNT NBR 5564 e ASTM (American Society of Testing Materials).

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DOI: https://doi.org/10.22409/engevista.v20i5.9513

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