MATERNIDADE HEGEMÔNICA:VIOLÊNCIAS E VIOLAÇÕES NA ASSISTÊNCIA

Paula Land Curi, Giulia Latgé Mangeli Ladino, Beatriz Malheiros Brito

Resumo


Este trabalho parte de inquietações e indagações advindas da prática clínica com mulheres, ‘tornadas’ mães, em instituição médico hospitalar - maternidade. Surge de encontros com essas mulheres-mães, com a equipe multidisciplinar responsável pela assistência e com a operacionalização e a efetivação das políticas públicas de saúde para as mulheres e para o binômio mãe-bebê. Ele intenta chamar atenção para os perigos de uma história única, uma vez que a experiência de estágio em psicologia clínico-institucional nos mostrou o quanto os saberes e práticas assistenciais ainda se encontram ‘emprenhados’ pelo discurso hegemônico sobre a mulher e a maternidade. O mito do amor materno se apresenta no cotidiano da assistência, produzindo pouco cuidado, porém, muitas violências e violações. A assistência prestada às mulheres não leva em consideração a necessidade de se garantir as histórias múltiplas.

Palavras-chave: Mulher, Mãe, Maternidade, Discurso hegemônico, Assistência.


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DOI: https://doi.org/10.22409/resa2019.v12i2.a27237

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