Sobre o tratamento analítico de um caso de autismo: linguagem, objeto e gozo

Ana Beatriz Freire, Elisa Carvalho de Oliveira

Resumo


Orientado pelas obras de Freud e Lacan, este artigo tem como objetivo pensar a relação entre clínica e transmissão da psicanálise a partir da clínica do autismo. Tomando por base fragmentos do caso clínico de uma criança autista, pretende-se interrogar o saber psicanalítico, em particular, os conceitos de linguagem, significante e objeto. Neste caso clínico, a direção do tratamento se deu pela escuta do analista dos "elementos verbais" apresentados pela paciente o que propiciou, ao longo das sessões, a construção de um determinado "termo verbal". A hipótese sustentada é a de que esse termo operou, no percurso do tratamento, como algo da ordem de um "significante privilegiado" tal qual formulado por Lacan (1972/73). Este termo específico foi articulado pela paciente, em função de um saber-fazer próprio com a linguagem, ocorrendo não sem uma modalização do gozo, abrindo a possibilidade do surgimento do olhar, na via da construção das bordas corporais.

Palavras-chave


psicanálise; clínica; autismo; gozo; significante

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