O corpo da mulher contemporânea em revista

Christiane Moura Nascimento, Caio César Souza Camargo Próchno, Luiz Carlos Avelino da Silva

Resumo


O corpo emergiu como “o mais belo objeto” na contemporaneidade, sob a regência do capitalismo. A sociedade de consumo, do espetáculo, do narcisismo são expressões da cultura contemporânea, que através da mídia influencia os hábitos de consumo e principalmente a subjetividade feminina. O corpo feminino é mostrado freqüentemente na televisão e nas revistas femininas, como expressão do corpo-beleza. Para atingir os objetivos propostos neste artigo, que são investigar a influência da mídia na subjetividade feminina e investigar o lugar cultural criado à mulher e a seu corpo, na contemporaneidade foi utilizado o “método investigativo” da psicanálise. Uma revista feminina brasileira e uma propaganda (desta revista) de um produto de uso exclusivo das mulheres foram escolhidas como amostras. Nos resultados, encontrou-se uma forte relação entre mercado consumidor, mulher, e consumo de si, o que demonstrou que o lugar criado à mulher é realmente a mídia, a publicidade e o mercado consumidor.


Palavras-chave


corpo; mulher; mídia; subjetividade; psicanálise.

Texto completo:

PDF

Referências


BARRETO, R. M. Publicidade e a produção de subjetividade. In: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Mídia e Psicologia: produção de subjetividade e coletividade. 2. ed. Brasília: Conselho Federal de Psicologia; 2009. p. 195-208. Disponível em: . Acesso em: 02 jan. 2010.

BAUDRILLARD, J. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 2010. Coleção Arte e Comunicação, v. 54.

BIRMAN, J. A. Epopéia do corpo. In: MELO, L. A. Eu-Corpando: o ego e o corpo em Freud. São Paulo: Escuta, 1998. p. 9-24.

BIRMAN, J. A. Cartografias do feminino. São Paulo: Editora 34 Letras, 1999.

BORIS, G. D. J.; CESÍDIO, M. H. Mulher, corpo e subjetividade: uma análise desde o patriarcado à contemporaneidade. Revista Mal-Estar e Subjetividade, Fortaleza, v. VII, n. 2, p. 451-478, set/2007.

COSMOPOLITAN. Harlan, Kentucky: Hearst Magazines, 1886-. Monthly.

DEBORD, G. A sociedade do espetáculo: comentários sobre a sociedade do espetáculo. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

DR. FANTÁSTICO. Direção de Stanley Kubrick. Reino Unido: Columbia Pictures Corporation, 1964. 1 DVD.

FREUD. S. Alguns pontos para o estudo comparativo das paralisias motoras orgânicas e histéricas (1893). In: ______. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1976. v. 1, p. 223-242. Edição Standard Brasileira.

FREUD. S. A sexualidade Feminina (1931). In: ______. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1974. v. XXI, p. 257-279. Edição Standard Brasileira.

FREUD. S. A Feminilidade 1932. In: ______. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1976. v. XXII, p. 139-165. Edição Standard Brasileira.

FREUD. S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). In: ______. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1976. v. VII, p. 135-237. Edição Standard Brasileira.

GARCIA-ROZA, L. A. O mal radical em Freud. Rio de Janeiro; J. Zahar, 1990

GIL, J. Metamorfoses do Corpo. Lisboa: A Regra do Jogo, Ed., 1980.

GLOSS. São Paulo: Editora Abril, nº28, jan/2010.

GOLDENBERG, M. Gênero e corpo na cultura brasileira. Psicologia Clínica, Rio de Janeiro, v. 17, n. 2, p. 65-80, 2005.

HERRMANN, F. Clínica Psicanalítica: a arte da interpretação. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.

HERRMANN, F. Pesquisa Psicanalítica. Ciência e cultura, Campinas, SP, v. 56, n. 4, p. 1-8, out./dez. 2004.

HORKHEIMER, M., ADORNO, T. W. A Indústria Cultural: o Iluminismo como mistificação das massas. In: ADORNO, T. Indústria Cultural e Sociedade. Tradução de Julia Elizabeth Levy. São Paulo: Paz e Terra, 2002. p. 07-74.

KANTOROWICZ, E. H. Os dois corpos do Rei. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

LASH, C. A cultura do narcisismo: a vida americana numa era de esperanças em declínio. Tradução de Ernani Pavareli, direção de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1983.

LE BRETON, D. A sociologia do corpo. Tradução de Sonia M. S. Fuhrmann. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

LECLAIRE, S. O Corpo Erógeno: uma introdução à teoria do complexo de Édipo. São Paulo: Escuta, 1992.

LOWENKRON, T. S. A investigação psicanalítica está ameaçada de extinção? Revista Brasileira de Psicanálise, São Paulo, v. 39, n. 3, p. 159-168, 2005.

MIRA, M. C. O masculino e o feminino nas narrativas da cultura de massas ou o deslocamento do olhar. Cadernos Pagu, Campinas, n. 21, p. 13-38, 2003.

MORENO, R. Publicidade e a produção de subjetividade. In: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Mídia e Psicologia: produção de subjetividade e coletividade. 2. ed. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2009. p. 185-194. Disponível em: . Acesso em: 02 jan. 2010.

NASIO, J.D. Cinco lições sobre a teoria de Jacques Lacan. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1993.

NOVAES, J. V. O intolerável peso da feiúra sobre as mulheres e seus corpos. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006.

PERROT, M. Os silêncios do corpo da mulher. In: MATOS, M. I. S.; SOIHET, R. (Org.). O corpo feminino em debate. São Paulo: UNESP, 2003. p. 13-27.

ROLNIK, S. Toxicômanos de identidade: subjetividade em tempo de globalização. In LINS, D. (Org.). Cultura e subjetividade: saberes nômades. 4ed. Campinas: Papirus, 2005. p. 19-24.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Creative Commons License
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

 

Apoio:



Indexadores:



Arquivamento:



Facebook: