O trabalho do cartógrafo do ponto de vista da atividade

Maria Elizabeth Barros de Barros, Fabio Hebert da Silva

Resumo


Neste artigo são apresentadas diretrizes para pensar o trabalho do pesquisador cartógrafo do ponto de vista da atividade, a partir de contribuições das Clínicas do Trabalho. O desdobramento dessas diretrizes leva à proposição de um gênero pesquisador-cartógrafo. A partir de uma pesquisa com docentes em instituições de ensino superior privada na Grande Vitória, compartilha algumas reflexões sobre a complexidade das relações que constituem esse gênero pesquisador-cartógrafo. Nessa pista do método cartográfico considera-se que a atividade do cartógrafo é constituição de um gênero sempre em  vias de estilização, em meio a processos de aprendizagem e intervenções recíprocas. Esse gênero sempre toma como objeto uma atividade e tem como aposta metodológica a problematização da atividade do pesquisador, que convoca para o diálogo pesquisadores engajados num modo de fazer pesquisa que considera a experiência situada com suas irregularidades e imprevistos.


Palavras-chave


Metodologia de pesquisa; Método da Cartografia; Atividade; Clínicas do Trabalho

Texto completo:

PDF

Referências


AMADOR, F. Entre prisões da imagem, imagens da prisão: um dispositivo tecno-poético para uma clínica do trabalho. 2009. Tese (Doutorado em Informática na Educação)‑Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009.

ATHAYDE, M.; BRITTO, J. Ergologia e clínica do trabalho. In: BENDASSOLLI, P.; SOBOLL, L. A. (Org.). Clínicas do trabalho. São Paulo: Atlas, 2010. p. 258-281.

BAKHTIN, M. A estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

CANGUILHEM, G. O normal e o patológico. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

CLOT, Y. A função psicológica do trabalho. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

CLOT, Y. A psicologia do trabalho na França e a perspectiva da clínica da atividade. Palestra proferida na Universidade Federal Fluminense, no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, 18 set. 2007.

CLOT, Y. Clínica da atividade e poder de agir. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010.

DELEUZE, G. Crítica e clínica. São Paulo: Editora 34, 1997.

DELEUZE, G. Conversações. São Paulo: Editora 34, 2000.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é filosofia? Rio de Janeiro: Editora 34, 1997.

ESCÓSSIA, L. TEDESCO, S. O coletivo de forças como plano de experiência cartográfica. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V. ESCÓSSIA, L. (Org.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina. 2009. p. 109-130.

FOUCAULT, M. Sobre a genealogia da ética: uma revisão do trabalho. In: DREYFUS, H.; RABINOW, P. (Ed.). Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica. Rio de janeiro, Forense Universitária, 1995. p. 253-278.

FOUCAULT. M. Nietzsche, a genealogia e a história. In: ______. Microfísica do poder. Rio de Janeiro, Graal, 1998. p.15-37.

FOUCAULT, M. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 2004.

LHUILIER, D. Cliniques du travail. Toulouse: Érès, 2006.

LOUZADA, A. P.; BARROS, M. Afirmando a potência de cirandar: cartografia dos processos de produção de saúde na docência. In: RESENDE, S.; BARROS, M. E. B.; FERIGATO, S. (Org.). Conexões: saúde coletiva e políticas de subjetividade. São Paulo: Aderaldo & Rothschild, 2009. p. 394-412.

ODDONE, I. et al. Ambiente de trabalho: a luta dos trabalhadores pela saúde. São Paulo: Hucitec, 1986.

PASSOS, E.; BENEVIDES DE BARROS, R. A cartografia como método de pesquisa-intervenção. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V. ESCÓSSIA, L. (Org.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina. 2009. p. 17-31.

SCHWARTZ, Y. Travail et philosophie. Toulouse: Octarès. 1992.

SCHWARTZ, Y. Os ingredientes da competência: um exercício necessário para uma questão insolúvel. Educação & Sociedade, Campinas, ano XIX, n. 65, p. 101-139, 1998.

SCHWARTZ, Y. Le paradigme ergologique ou un métier de philosophe. Toulouse: Octarés, 2000.

WISNER, A. A inteligência no trabalho. São Paulo: Fundacentro, 1999.

ZOURABICHVILI, F. O vocabulário de Deleuze. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2004.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Creative Commons License
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

 

Apoio:



Indexadores:



Arquivamento:



Facebook: