Violência urbana e saúde mental: desafios de uma nova agenda?

Hérica Cristina Batista Gonçalves, Marcello Roriz de Queiroz, Pedro Gabriel Godinho Delgado

Resumo


O fenômeno da violência produz impactos importantes para o setor saúde, seja como fator de agravo à população, ou como barreira de acesso aos serviços. Este artigo é uma nota preliminar de pesquisa exploratória qualitativa. Faz uma revisão sucinta da literatura sobre violência urbana e agravos psicossociais, descreve e analisa o desenvolvimento das ações de saúde mental do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF), num contexto de violência. Conclui que, apesar das limitações, a iniciativa do NASF mostra-se valiosa, como vetor de cuidado à população e aos profissionais de atenção primária, e articulador das estratégias psicossociais no território.

Palavras-chave


violência urbana; Atenção Básica; matriciamento; saúde mental e violência urbana

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DOI: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v29i1/1256

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