Que lugar para a corporeidade no cenário dos saberes e práticas psis?

Catarina Resende, Hélia Maria Oliveira da Costa Borges, Eduardo Passos, Marcia Moraes, Ruth Silva Torralba Ribeiro

Resumo


O presente artigo realizado por pesquisadores do Laboratório de Corporeidade e Subjetividade (CORPOREILABS – Universidade Federal Fluminense [UFF], Faculdade Angel Vianna [FAV], Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], Universidade Federal do Ceará [UFC]) surge da necessidade de explicitar o tema da corporeidade nos saberes e práticas psis na contemporaneidade. O sujeito moderno emerge de uma radical experiência de separação eu-mundo e a subjetividade, entendida por uma perspectiva representacional, sofre uma cisão dos processos sensíveis do corpo. No intuito de afirmar uma outra política de percepção a respeito da subjetividade, afirma-se nesse artigo a necessidade de incluir nos estudos da subjetividade sua relação intrínseca com os processos de corporeidade. Desde esta perspectiva se abre uma clínica e um modo de pesquisar como processualidades, em que a dimensão sensorial, ética, estética e política são convocadas.


Palavras-chave


corporeidade; subjetividade; pesquisa; criação

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DOI: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v29i2/2330

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