Cooperação, confiabilidade e segurança no trabalho

Anísio José Araújo, Aline Brandao Siqueira, Ana Cláudia Leal Vasconcelos, Marcelo Gonçalves Figueiredo, Thaís Augusta Máximo, Yana Mendes Felix

Resumo


Este artigo coloca em análise a dimensão coletiva do trabalho, com foco particular nas questões relacionadas à cooperação. Para tal intento, recorre-se, prioritariamente, aos materiais oriundos da Ergonomia da Atividade e da Psicodinâmica do Trabalho. Essa discussão se mostra relevante tendo em vista que determinadas formas de organização do trabalho e da produção, algumas tidas como inovadoras, não raro, criam obstáculos aos processos de cooperação e contribuem para a fragmentação dos coletivos de trabalho. Ao final, toma-se como objeto de análise os sistemas sociotécnicos complexos (no contexto do setor petrolífero) que denotam a relevância da cooperação como um dos elementos de sustentação da produtividade/qualidade e de preservação da saúde e segurança no trabalho.


Palavras-chave


cooperação; coletivos de trabalho; confiabilidade; Ergonomia da Atividade; Psicodinâmica do Trabalho

Texto completo:

PDF

Referências


ATHAYDE, M. R. C. Gestão de coletivos de trabalho e modernidade: questões para a engenharia de produção. 1996. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção)–Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1996.

BARTHE, B.; QUEINNEC, Y. Terminologie et perspectives d’analyse du travail collectif. Ergonomie. L’année psychologique, v. 99, n. 4, p. 663-686. 1999.

CAROLY, S.; BARCELLINI, F. O desenvolvimento da atividade coletiva. In: FALZON, P. (Org.). Ergonomia construtiva. São Paulo: Blucher, 2016. p. 55-72.

CRU, D. Les régles du métier. In: DEJOURS, C. (Org.). Plaisir et souffrance dans le travail. Paris: l’Aocip/CNRS, 1988. p. 29-51.

CRU, D. Le risque et la règle : le cas du bâtiment et des travaux publics. Toulouse: Érès, 2014.

DANIELLOU, F.; SIMARD, M. E.; BOISSIÈRES, I. Fatores humanos e organizacionais da segurança industrial: um estado da arte. Toulouse: FONCSI, 2010. Coleção Les Cahiers de la sécurité industrielle, n. 2013-07.

DE LA GARZA, C.; WELL-FASSINA, A. Aportes del trabajo colectivo a la gestion de la seguridad laboral em situación de riesgo em el àmbito ferroviário. Laboreal, v. 2, n. 2, p. 38-46, 2006.

DEJOURS, C. O fator humano. Rio de Janeiro: FGV, 1997.

DEJOURS, C. Trabalho vivo: trabalho e emancipação. Tradução de FranckSoudant. Brasília: Paralelo 15, 2012. v. 2.

DEJOURS, C.; ABDOUCHELI. E; JAYET, C. Psicodinâmica do trabalho: contribuições da Escola Dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas, 1994.

DEJOURS, C; DU TERTRE, C. Le temps du changement. In: DEJOURS, C. Le choix: souffrir au travail n’est pas une fatalité. Paris: Bayard, 2015. p. 105-204.

DESNOYERS, L. Les indicateurs et les traces de l’activité collective. In: SIX, F.; VAXEVANOGLOU, X. (Org.). Actes du XXVIIe Congrès de la SELF sur Les aspects collectifs du travail. Toulouse: Octarès, 1993. p. 53-66,

DUARTE, F.; VIDAL, M. Uma abordagem ergonômica da confiabilidade e a noção de modo degradado de funcionamento. In: FREITAS, C.; PORTO, M.; MACHADO, J. (Org.). Acidentes industriais ampliados: desafios e perspectivas para o controle e a prevenção. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2000. p. 83-105.

FIGUEIREDO, M. A face oculta do ouro negro: trabalho, saúde e segurança na indústria petrolífera offshore da Bacia de Campos. Niterói: EdUFF, 2016.

FREITAS, C. et al. Acidentes de trabalho em plataformas de petróleo da Bacia de Campos. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 117-130, 2001.

GIBOIN, A. La construction de référentiels communs dans le travail coopératif. In: HOC, J.; DARSES, F. (Ed.). Psycologie ergonomique: tendances actuelles. Paris: PUF, 2004. p. 119-139.

LE COZE, J. Trente ans d’accidents: le nouveau visage des risques sociotechnologiques. Toulouse: Octarès, 2016.

LEPLAT, J. Ergonomie et activités colletives. In: SIX, F.; VAXEVANOGLOU, X. (Org.). Actes du XXVII e Congrès de la SELF sur Les aspects collectifs du travail. Toulouse, France: Octarès, 1993. p. 7-28.

LEPLAT, J. Regards sur l’activité en situation de travail: contribuition à la psychologie ergonomique. Paris: PUF, 1997.

LEPLAT, J. Mélanges ergonomiques: activité, compétence, erreur. Toulouse: Octarès, 2011.

LEPLAT, J.; TERSSAC, G. Les facteurs humains de la fiabilité dans le systèmes complexes. Toulouse: Octarès, 1990.

LLORY, M.; MONTMAYEUL, R. O acidente e a organização. Tradução de Marlene M. Z. Vianna. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2014. Série Confiabilidade Humana.

MARX, K. O capital: crítica da economia política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. livro I.

MOLINIER, P. Les enjeux psychiques du travail. Introduction à la psychodynamique du travail. Paris: Payot & Rivage, 2013.

PATÉ-CORNELL, M. Learning from the Piper Alpha Accident: a postmortem analysis of technical and organizational factors. Risk Analysis, v. 13, n. 2, p. 215-232, 1993.

PAVARD, B.; DECORTIS, F. Communication et coopération: de la théorie des actes de langage à l’approche ethnométhodologique. In: PAVARD, B. (Org.). Systèmes coopératifs: de la modélisation à la conception. Toulouse: Octarès, 1994. p. 21-50.

PERROW, C. Normal accidents: living with high-risk technologies. New Jersey: Princeton University Press, 1999.

SCHWARTZ, Y. A dimensão coletiva do trabalho: as ‘ECRP’. In: SCHWARTZ, Y.; DURRIVE, L. (Org.). Trabalho e ergologia: conversas sobre a atividade humana. Tradução de Jussara Brito et al. Niterói: EdUFF, 2010a. p. 149-164.

SCHWARTZ. A linguagem em trabalho. In: SCHWARTZ, Y.; DURRIVE, L. (Org.). Trabalho e ergologia: conversas sobre a atividade humana. Tradução de Jussara Brito et al. Niterói: EdUFF, 2010b. p. 131-148.

SEVÁ FILHO, O. “Seguuura, peão!”: alertas sobre o risco técnico coletivo crescente na indústria petrolífera. In: FREITAS, C.; PORTO, M.; MACHADO, J. (Org.). Acidentes industriais ampliados: desafios e perspectivas para o controle e a prevenção. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2000. cap. 6.

TERSSAC, G.; CHABAUD, C. Referentiel opératif commun et fiabilité. In: LEPLAT, J.; TERSSAC, G. (Org.). Les facteurs humains de la fiabilité dans les systémes complexes. Marseille: Octarès, 1990. p. 110-139.

WISNER, A. A inteligência no trabalho: textos selecionados de ergonomia. São Paulo: Fundacentro, 2003.

ZARIFIAN, P. Objetivo competência: por uma nova lógica. São Paulo: Atlas, 2001a.

ZARIFIAN, P. Mutação dos sistemas produtivos e competências profissionais: a produção industrial de serviço. In: SALERNO, M. (Org.). Relação de serviço: produção e avaliação. São Paulo: Senac, 2001b. p. 67-93.




DOI: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v30i2/5878

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

 

Apoio:



Indexadores:



Arquivamento:



Facebook: