Paradigmas globais e suas implicações no espaço urbano: a agenda hegemônica da sustentabilidade na esfera pública e privada

Fernando Pinto Ribeiro

Resumo


Este artigo tem por objetivo circunscrever as articulações entre o território urbano e os chamados paradigmas sociais nascentes no processo de globalização. Nesta abordagem, trata-se de visualizar a emergência de um paradigma ambiental crítico às mazelas do crescimento econômico e de outro paradigma neoliberal, que alicerça uma nova ordem econômica global em prol da aceleração deste crescimento. A despeito de suas contradições, ambos se articulam no bojo de uma agenda ambiental hegemônica que erige a noção de sustentabilidade como novo marco de pensamento da civilização e da cidade. A partir de uma matriz discursiva dominante, tal noção penetra nos campos de produção da cidade por intermédio de inúmeros canais de articulação - e isso leva em conta as ações do mercado e de organismos supranacionais que passam a interferir nos mecanismos de gestão e planejamento da esfera pública local. Nesse sentido, as Agendas 21 locais, bem como os documentos produzidos pelo Banco Mundial e outros organismos de planejamento, se juntam aos chamados “mercados verdes” do setor imobiliário e da construção e, assim, instituem relevante engrenagem de transformação da cidade contemporânea, em suas múltiplas escalas e espaços.


Palavras-chave


Planejamento Urbano; Sustentabilidade; Mercados Verdes; Neoliberalismo

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DOI: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2015.v17i34.a13712

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