LAND GRABBING E CRISE DO CAPITAL: POSSÍVEIS INTERSEÇÕES DOS DEBATES

Cássio Arruda Boechat, Carlos de Almeida Toledo, Fábio Teixeira Pitta

Resumo


O artigo aqui apresentado pretendeu realizar uma apreciação tanto do fenômeno recente denominado por land grabbing, comumente traduzido por “apropriação de terras”, bem como das diferentes formulações teóricas acerca do mesmo. Podemos sugerir que após as crises alimentares e financeiras da primeira década do século XXI, a expansão de tal fenômeno ficou perceptível e foi responsável por fundamentar a produção de estudos e artigos inicialmente quantitativos. Uma virada mais qualitativa de abordagem do land grabbing pôde, subsequentemente, ser formulada, a qual apresentamos em linhas gerais e visitamos seus principais autores com a finalidade, porém, de alcançarmos a crítica marxista da expropriação (como dimensão formativa e reprodutiva para a compreensão do land grabbing) como prática imanente ao capitalismo como forma de sociedade. Finalmente, detivemo-nos na apropriação teórica de David Harvey para o land grabbing, para podermos relacioná-lo à compreensão deste autor da crise imanente do capital e, conclusivamente, para sugerirmos alguns pontos de questionamento no que diz respeito à capacidade da própria expropriação funcionar como uma contratendência à crise atual do capital – por meio da "acumulação por espoliação" e do "ajuste espacial".

Palavras-chave


Land Grabbing; Expropriação; Crise do capital; Espoliação; Ajuste espacial; David Harvey.

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DOI: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2017.v19i40.a13801

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