Chamada para v. 25, n. 51 (jan-abr 2020)

Gragoatá 51
[v. 25, n. 51 (jan-abr 2020)]

Tema:
Maurice Blanchot e a literatura em desastre

Organizadores: 
Paula Glenadel (UFF), Christophe Bident (UNIVERSITÉ DE PICARDIE JULES VERNE)

Submissões até 30 de setembro de 2019 prorrogado até 10 de novembro de 2019.
Publicação prevista para abril de 2020.

 Ementa:

Maurice Blanchot e a literatura em desastre:  Em comemoração aos quarenta anos da publicação do livro L’Écriture du désastre (A escritura do desastre, 1980), do escritor francês Maurice Blanchot, esse dossiê propõe uma imersão no seu pensamento crítico sobre o fazer literário, bem como nas suas narrativas ficcionais, a partir da ideia de desastre presente nesse livro. Trata-se do desastre pensado não (ou não apenas) em seu aspecto negativo, de catástrofe ou ruína, mas, sobretudo, do desastre enquanto figura/processo/performance do inacabamento e da impossibilidade que se vislumbram em toda expressão da escrita ficcional. Vale ressaltar que L’Écriture du désastre é um livro que nos atordoa, que permanece em constante descentramento, devido a sua estrutura em fragmento, sua estrutura em desastre, e que se abre para múltiplos diálogos com outros pensadores e escritores, como, por exemplo, Georges Bataille, Jacques Derrida, Emmanuel Levinas, Gilles Deleuze, Roland Barthes, Stéphane Mallarmé e Franz Kafka, comunicando igualmente com a própria obra blanchotiana, porém sem deixar, é certo, seu caráter de objeto não decifrável. Desse modo, sob a vigilância enigmática do desastre blanchotiano, a proposta dessa chamada é investigar a obra crítica e ficcional de Blanchot, notadamente em sua relação a outras experiências de criação e crítica literária, de arte e de pensamento.

Consulte as normas para a publicação nas orientações aos autores, que contém um tutorial passo a passo para submissão online.


Appel à contribution

Maurice Blanchot et la littérature en désastre: Pour célébrer les quarante ans de parution du livre L’Écriture du désastre (1980), de Maurice Blanchot, ce dossier propose une immersion dans sa pensée critique sur l’acte littéraire aussi bien que dans ses récits, à partir de l’idée de désastre présente dans ce livre. Il s’agit du désastre pensé non pas (ou non pas seulement) en son aspect négatif de catastrophe ou de ruine, mais surtout du désastre en tant que figure/processus/performance de l’inachèvement et de l’impossibilité entrevue dans toute expression de l’écriture littéraire. Il faut souligner que L’Écriture du désastre est un livre étourdissant qui reste en décentrement constant, du fait de sa structure en fragment, sa structure en désastre, et qui s’ouvre sur de multiples dialogues avec d’autres penseurs et écrivains, comme Georges Bataille, Jacques Derrida, Emmanuel Levinas, Gilles Deleuze, Roland Barthes, Stéphane Mallarmé et Franz Kafka, et qui communique également avec l’ensemble de l'œuvre blanchotienne, sans perdre toutefois son caractère d’objet non déchiffrable. Ainsi, sous le regard énigmatique du désastre blanchotien, ce dossier vise-t-il à interroger l’œuvre critique et fictionnelle de Blanchot, notamment dans son rapport à d’autres expériences de création et de critique littéraire, d’art et de pensée.