O dinheiro como metáfora ou a (não) metáfora do dinheiro em dois poemas de Jorge de Sena

Luis Maffei

Resumo


Tratar de dinheiro em poesia é deparar-se com um problema radical: como enfrentar tema tão extrapoético? Jorge de Sena o enfrenta, e tal lida configura uma exploração bastante tensa da me­táfora: ora a literalidade, ora os sentidos levados a altíssimos graus de ambivalência. Dois são os poe­mas que trazem para si mais diretamente o tema do dinheiro: “Ode aos livros que não posso comprar” e “ ‘Tudo é tão caro!’ ”. No primeiro, fica mais clara a presença do pensamento marxista, muito influente sobretudo no Jorge de Sena inicial. No segundo, de construção peculiarmente sofisticada, são notáveis alguns sutis intertextos com Camões, poeta que muitas vezes se presentifica ao fundo da lírica seniana.


Palavras-chave


Jorge de Sena. Dinheiro.Mar. Camões. Metáfora

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DOI: https://doi.org/10.22409/gragoata.2009n26a33129

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