Roland Barthes e a muralha chinesa

Laura Brandini

Resumo


Em 1974, Roland Barthes e uma comitiva de intelectuais ligados à revista francesa Tel Quel visitam a China de Mao Tsé-Tung. Durante as três semanas que passa no país, Barthes anota tudo o que vê e escuta, bem como o que pensa e sente. Essas notas vêm a público em 2009, com a publicação francesa dos Cadernos da viagem à China, e mostram um escritor entediado, aprisionado pelo discurso político que esteriliza a escrita literária. Ao contrário de seus companheiros de viagem, que se posicionam a favor ou contra o regime maoísta em livros e artigos publicados quando do retorno à França, Barthes escreve um texto curto e absolutamente neutro: “E então, a China?”, uma reflexão sobre as cores pálidas que viu e o chá fraco que experimentou, desvencilhando-se do que para ele era a verdadeira armadilha, a polaridade que fixa em uma posição cristalizada a favor ou contra, forçando um engajamento político em nome de uma doxa. O presente artigo contará a história dessa viagem e analisará os textos barthesianos que dela se originaram, interrogando-se sobre a relação entre Barthes e o estrangeiro.

 

---

DOI: http://dx.doi.org/10.22409/gragoata.2017n43a745.


Palavras-chave


Roland Barthes. China. História Literária. Política.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22409/gragoata.v22i43.33491

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 


A Gragoatá é uma revista dos Programas de Pós-graduação em Letras da UFF:

Ir para Pós Estudos de Linguagem Ir para Pós Estudos de Literatura


ISSN (impresso) 1413-9073 - de 1996 a 2013
ISSN (online) 2358-4114 - de 2014 em diante


A Gragoatá está indexada nas seguintes bases:

Portal de Periódicos da UFF

Latindex Porbase Google Acadêmico Diadorim Periódicos Capes EZB DOAJ Sumários.Org ErihPlus


Licença Creative Commons
A Gragoatá utiliza uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.