O 'médio' e o monstro: Hibridismo mínimo em 'Effi Briest', de Theodor Fontane

Daniel Bonomo

Resumo


Mediante uma leitura de Effi Briest, de Theodor Fontane, o ensaio discute a possibilidade do hibridismo romanesco num estado de evidência mínima. Pressupondo que a afirmação do romance no século XVIII e suas crises no XX expuseram um número considerável de formas narrativas heterogêneas, lê-se por oposição o modelo realista histórico, entre esses dois momentos, como uma espécie de assentamento normativo que admite, entretanto, o sentido de uma antinorma para um gênero ele próprio não normativo. Assim, argumenta-se que Effi Briest, no desenvolvimento pleno da literatura realista, expõe, tanto no plano formal como no conteudístico, um controle exemplar do irrompimento monstruoso associado ao hibridismo e à heterogeneidade, para adquirir uma dimensão crítica nesse território do médio que, em parte, circunscreve o romance oitocentista em tempos de epopeia burguesa.

 

---

DOI: http://dx.doi.org/10.22409/gragoata.2018n47a1145


Palavras-chave


teoria do romance; realismo; hibridismo.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22409/gragoata.v23i47.33612

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 


A Gragoatá é uma revista dos Programas de Pós-graduação em Letras da UFF:

Ir para Pós Estudos de Linguagem Ir para Pós Estudos de Literatura


ISSN (impresso) 1413-9073 - de 1996 a 2013
ISSN (online) 2358-4114 - de 2014 em diante


A Gragoatá está indexada nas seguintes bases:

Portal de Periódicos da UFF

Latindex Porbase Google Acadêmico Diadorim Periódicos Capes EZB DOAJ Sumários.Org ErihPlus


Licença Creative Commons
A Gragoatá utiliza uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.