ARISTIDES E AS CIDADES A ATÉLEIA E A EVASÃO DAS LITURGIAS NA ÁSIA MENOR, CA. 170 E.C.

Lolita Guimarães Guerra

Resumo


As formas de evasão das responsabilidades para com a coisa pública permitem, para alguns indivíduos com os recursos adequados, privilégios e isenções que os retiram do lugar ocupado pela multidão dos ‘comuns’, estes submetidos por igual a leis e com acesso ao mesmo corpo de direitos que os normaliza nas dinâmicas da vida cotidiana. Élio Aristides, baseado em Esmirna, foi indicado a diversas liturgias entre as décadas de 140 e 150 E.C., como mais tarde relatou nos Hieroi Lógoi. Por meio delas, a província e as cidades procuravam garantir a administração de diversos setores da vida social através de custosos encargos atribuídos a particulares. Como não fazia parte do grupo de profissionais isentos por lei, Aristides apelou a sua rede de influências pessoais, a qual incluía o imperador Marco Aurélio, e por meio dela teve a atéleia (imunidade) garantida. Discutiremos os recursos políticos assim utilizados por ele e os significados e efeitos de sua evasão.


Palavras-chave


Élio Aristides; liturgias; atéleia; redes de influência.

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DOI: https://doi.org/10.22409/rh.v3i1.10954

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