Resenha: A Política Externa Brasileira na Era Lula: Um balanço. Rio de Janeiro: Apicuri, 2011

Tais Ristoff

Resumo


A era Lula marcou um período de importantes transformações no Brasil e no mundo. No âmbito da política econômica doméstica, este governo trabalhou para a manutenção da estabilidade monetária ao mesmo tempo em que inovou ao investir pesado no fortalecimento do mercado interno. No cenário internacional, a perda de poder relativo dos Estados Unidos e a ascensão de alguns países médios passaram a indicar a tendência a certa multipolarização da
ordem internacional. Ao mesmo tempo, a política externa foi orientada no sentido de atender aos anseios de desenvolvimento nacional e torná-la compatível com as novas condições econômicas, políticas e sociais do país. Esse conjunto de mudanças elevou o Brasil ao patamar de global player. Diante do término recente do governo Lula e dos desafios que se apresentam a partir da importância adquirida pelo Brasil nas relações internacionais, abre-se um amplo espaço de pesquisas sobre seus oito anos de governo e impõem-se novas reflexões em torno dessa temática para entender da forma mais completa possível as implicações dessas
inflexões. Além da necessidade de uma vontade política e mesmo da definição de uma vontade nacional clara, a formulação de políticas de governo e de Estado dependem de uma leitura correta dos fatos. Nesse sentido, o envolvimento de pesquisadores e da comunidade
científica de forma geral é fundamental para dar conta dessa nova realidade de um cada vez
maior protagonismo do país no cenário internacional. Se na história do continente foi
recorrente acatar acriticamente as teorias externas, gradativamente – principalmente a partir
da criação da Cepal –, houve um maior reconhecimento da importância de se pensar o país e o
continente de forma autônoma, de uma perspectiva interna que reflita as particularidades
brasileiras e de se pensar e criar um instrumental teórico e conceitual que atendam aos
interesses e necessidades nacionais e/ou regionais.


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DOI: https://doi.org/10.0000/hoplos.v1i1.13209

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