POLÍTICA EXTERNA COMO POLÍTICA PÚBLICA: O PROCESSO DE “POLITIZAÇÃO” DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA NA NOVA REPÚBLICA

Lucas Peixoto Pinheiro da Silva

Resumo


A ideia de que a política externa deveria ser conduzida exclusivamente
por estadistas e por diplomatas predominou nas Relações Internacionais por
muito tempo. Juntamente, prevaleceu a divisão ontológica entre política
doméstica e política externa. No Brasil, essa percepção atribuiu prestígio ao
Ministério das Relações Exteriores, cuja atividade é considerada política de
Estado, não de governo até a atualidade, no discurso. Na segunda metade do
século XX, o campo da Análise de Política Externa começou a questionar essa
divisão entre o interno e o externo. Essa nova perspectiva ganhou maior
relevância após o fim da Guerra Fria, com o avanço da globalização, a criação
de novas tecnologias, o surgimento dos “novos temas” e a maior relevância de
atores não estatais na política internacional. Esse processo de aproximação da
política externa do contexto político doméstico e de maior participação da
sociedade nas definições da política tornou o estudo da política externa mais
próxima da Análise de Políticas Públicas. Este artigo analisa esse processo de
“politização” da política externa desde o processo de redemocratização,
verificando o avanço da participação da sociedade na condução da política
externa, tendo o ciclo de políticas públicas como parâmetro.


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DOI: https://doi.org/10.0000/hoplos.v2i2.28787

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