Mais livre para publicar: Efemeridade da Imagem nos modos "Galeria" e "Stories" do Instagram

André Lemos

Resumo


Este artigo investiga o processo de produção de imagens para a rede social Instagram, considerando e comparando os modos de compartilhamento nas áreas denominadas “galeria” e "Stories". Interessa-nos entender as principais diferenças nos conteúdos produzidos e nos métodos utilizados pelos usuários. O argumento principal é que, com as novas redes sociais especializadas, a prática da fotografia é marcada pela efemeridade da imagem (fluxo em feeds e áreas de armazenamento temporário). Mais ainda, essas fotografias não primam pela qualidade técnica da imagem, sendo mais importantes enquanto vetor de socialização. Para dar suporte a essa pesquisa, foi realizada uma enquete com 173 usuários.

Palavras-chave


Instagram, Fotografia, Efêmero, Entretenimento

Texto completo:

PDF

Referências


BOURDIEU, Pierre. Un art moyen. Paris: Les Éditions de Minuit, 1965.

CARRERA, F. (2012). Instagram no Facebook: uma reflexão sobre ethos, consumo e construção de subjetividade em sites de redes sociais. Animus Revista Interamericana de Comunicação Midiática, Santa Maria, v. 11, n. 22, p.148-164, 21 dez. http://dx.doi.org/10.5902/217549776850.

CORREIA, P. M. A. R.; MOREIRA, M. F. R. (2014). Novas formas de comunicação: história do Facebook - Uma história necessariamente breve. Alceu, [s.i.], v. 14, n. 28, p.168-187, abr.

GUNTHERT, André. L’image conversationnelle: les nouveaux usages de la photographie numérique. Études photographiques, v. 31, abr. 2014. Disponível em: .

FLICKR BLOG. Smartphones Dominate Flickr Uploads in 2016. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2017.

INSTAGRAM BLOG. 700 Million. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2017.

LEMOS, A; PASTOR, L (2014). Internet das coisas, automatismo e fotografia: uma análise pela Teoria Ator-Rede. Famecos: mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v. 21, n. 3, p.1016-1040, set. Disponível em .

LEMOS, A; PASTOR, L (2018, no prelo). A Fotografia como Prática Conversacional de Dados. Espacialização e sociabilidade digital no uso do Instagram em praças e parques na cidade de Salvador. Revista Comunicação, Mídia e Consumo. SP: ESPM.

LENSVID. LensVid Exclusive : What Happened to the Photography Industry in 2016 ? Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2017.

LIPOVETSKY, G (1987). Império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia de Bolso, 1987.

LUPTON, D. Personal data practices in the age of lively data. In: DANIELS, J.; GREGORY, K.; MCMILLAN COTTOM, T. (Org.). . Digital Sociologies. Bristol: Policy Press, 2016. .

MONTEIRO, R. O.; MAZZILLI, P. (2016). LIVE STORIES O Snapchat como uma pasta compartilhada de registros da vida. Intercom. Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, Salto, p.1-15, jun.

PASTOR, L. (2016) Processo fotográfico: automatismo e retorno ao manual na prática da fotografia através do smartphone. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Comunicação da UFBA, Salvador.

PERSICHETTI, S; KÜNSCH, D. (2013) A. Comunicação: entretenimento e imagem. São Paulo: Plêiade, 245 p. (Comunicação na contemporaneidade).

PIRES, G. T. S. (2013). FOTOGRAFIA ATRAVÉS DE DISPOSITIVOS MÓVEIS Estudo de caso sobre o Instagram. Revista da Graduação, Porto Alegre, v. 6, n. 1, p.1-76, maio.

REBOUÇAS, C. S; MENEZES, J. E. de O. (2016). Snapchat: o imediatismo imagético e os laços afetivos. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, São Paulo, set.

RECUERO, R (2009). Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Ed. Sulina.

SANTAELLA, L. (2008). Mídias locativas: a internet móvel de lugares e coisas. Revista Famecos, [s.l.], v. 15, n. 35, p.95-101, 13 set. EDIPUCRS. http://dx.doi.org/10.15448/1980-3729.2008.35.4099.

SIBILIA, P (2008). O Show do Eu. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008

SILVA JUNIOR, J. A. (2014). Entre o Instagram e a Kodak. Expansões e ultrapassagens na cultura fotográfica contemporânea. Esferas, Brasília, v. 5, n. 3, jul., p.97-104. Semestral.

SILVA, W. C. L. (2010). O show do eu: a intimidade como espetáculo. Horizontes Antropológicos, Rio de Janeiro, v. 16, n. 33, p.277-280, jun. UNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0104-71832010000100015.




DOI: https://doi.org/10.22409/ppgmc.v12i2.10035

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano - PPGMC (UFF)

Endereço: Rua Tiradentes, nº 148 - Ingá - Niterói - Rio de Janeiro - CEP 24.210-510

Site: http://www.ppgmidiaecotidiano.uff.br

Telefone/Fax: (21) 2629-9684/ (21) 2629-9681