As Imago-Imagens da Internet em sua Rota Histórica: o Homem Hipermoderno e Seu Olhar Nada Inocente. Uma Viagem entre tempos

Ana Paula Perissé

Resumo


Neste artigo procura-se articular a nova relação das imagens que circulam na internet (imagens técnicas, consideradas aqui, pelo constructo teórico das imago-imagens) com as várias possibilidades de modelagens identitárias do homem hipermoderno. Para tanto, compreendemos que o homem atual se desvela, dentre vários caminhos epistemológicos, através de sua vivência imagética no mundo real assim como por suas relações com o mundo real/ analógico e vice-versa. Tal interação intelecto-cognitica-existencial entre estes dois mundos, que se modifica em velocidade frenética, nos concede uma possibilidade de rica reflexão por meio do estabelecimento de um novo status das imagens que circulam neste não-lugar, ainda assim muito presencial, dialeticamente, em demasia. Parto do princípio que as imago-imagens são um resultado da prática sócio-estética que se estabelece na internet e que já acontece há séculos numa espécie de arena histórica. Vivemos numa sociedade de amálgama visual intenso e a formação do sujeito desta prática reside neste ponto de extrema volatilidade: Compreendidas como mediações entre o homem e o mundo, as imago- imagens são o grande ponto de inflexão, aquele que possibilita entender sob que novas fôrmas as relações do humano com a técnica e as novas tecnologias, o novo saber fazer humano, vão convocar novas actualizações estéticas. Uma imagem, porém, nunca se apresenta sozinha. O criador e sua criatura se inserem num jogo de forças que estará sempre presente na sociedade. Tento, portanto, entender algumas características deste novo sujeito e como ele se constitui.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.22409/ppgmc.v1i1.9676

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