As probabilidades desiguais de Francis Bacon

Ana Godinho Gil

Resumo


A arte e a política ligam-se através de uma prática crítica, de
uma micro-política. As possibilidades de experimentar uma liberdade inesperada trazem o infinitamente improvável. Francis Bacon faz com as imagens essa experimentação por “razões estéticas”. Captura um “real” que
diz ser o mais real, dá-lhe uma presença, torna-o mais intenso. Captura forças em falta e a aparecer sempre novas. Simplifica até à realidade, abrevia até à intensidade. Pinta sensações, compõe, com um novo potencial para pensar que faz mesmo pensar e criar.


Palavras-chave


micro-política; forças; real; imagem

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Referências


DELEUZE, Gilles. Francis Bacon-Lógica da Sensação. Lisboa: Orfeu Negro, 2011.

DELEUZE, Gilles. Crítica e Clínica. Lisboa: Ed. Século XXI, 2000.

LEIRIS, Michel. Francis Bacon, face et profil. Paris: Albin Michel, 2004.

SILESIUS, Angelus. A rosa é sem porquê. Lisboa: Vega, 1991.

SYLVESTER, David. Interviews with Francis Bacon. Oxford: Thames and Hudson, 1993.




DOI: https://doi.org/10.22409/poiesis.1320.45-55

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