Os Silva, a floresta

Analu Cunha

Resumo


O artigo procura refletir sobre a ideia de floresta na construção de uma possível identidade brasileira a partir dos trabalhos da autora produzidos para a exposição Selva, montada em Brasília e em Rio Branco em 2018. O pro-jeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais – Atos Visuais Funarte Brasília/Acre. Em companhia dos trabalhos de Carla Gua-gliardi, João Modé e Rochelle Costi, Analu Cunha produziu duas videoinstala-ções em que aborda as relações semânticas e simbólicas entre os termos selva e silvo – em Silva, serpente, 2018 –, e entre a ideia de hospitalidade e o bu-gio, macaco da família de primatas mais presente em território nacional – em Guariba, guarida, 2018. Do latim silva, um dos sobrenomes mais comuns no país, a palavra selva flui subjacente em nossa “brasilidade”, pontuando o sel-vagem em brasa adormecido em berço esplêndido. Diante das perplexidades complexas que nos cercam, como pensar a emergência dessa selva (mal) re-calcada?

Palavras-chave


selva; Silva; floresta; fronteira; arte contemporânea

Texto completo:

PDF

Referências


BARTHES, Roland. Como viver junto – simulações romanescas de alguns espaços cotidia-nos. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

DE ALMEIDA BARATA, Carlos Eduardo. Dicionário das familias brasileiras. São Paulo: Ori-ginis-X, 1999.

KWON, Miwon. O lugar errado. Revista Urbânia, São Paulo. n. 3, 2008.

MICHON, Pascal. Notes pour une rythmologie politique. Rhuthmos, n. 3, abr. 2012. Dis-ponível em http://rhuthmos.eu/spip.php?article534. Acesso em julho de 2016.

MICHON, Pascal. Rythmes, pouvoir, mondialisation. Paris: PUF, 2005.

WORKMAN, Dion, Introdução ao pensar como uma floresta. Tradução de Jorge Menna Barreto. Disponível em http://files.cargocollective.com/556035/FLORESTA.pdf

Site IBGE: https://www.ibge.gov.br/geociencias/informacoes-ambientais/geologia/15819 -amazonia-legal.html e http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_conten t&id=2154: catid=28&Itemid. Consultado em maio 2019.




DOI: https://doi.org/10.22409/poiesis.2033.85-104

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Analu Cunha