Identidade e ethos conservador na política cultural. Estudo comparado França- Brasil.

Marina Ramos Neves de Castro

Resumo


O artigo discute o ethos identitário das políticas culturais conservadoras, observando as práticas de controle e disciplina da identidade pelo Estado. A reflexão é realizada com base numa perspectiva comparada, observando a conformação histórica das políticas culturais da França e do Brasil. Embora o interesse maior seja o caso brasileiro, a França constitui um elemento de comparação instigante, em função de seu pioneirismo no desenvolvimento de políticas culturais e da influência desse modelo sobre o Brasil e outros países. O artigo encontra duas dimensões estruturantes desse ethos, uma tendência à centralização e, outra, à institucionalização. Essas duas tendências visam, historicamente, ao mesmo objetivo: o processo de promoção e de consolidação do Estado, elemento catalizador da política, na dinâmica de consolidação do Estado moderno.

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DOI: https://doi.org/10.22409/pragmatizes2018.14.a10482

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