Indução do estro em novilhas Nelore com implante intravaginal de progesterona de quarto uso

Jakeline Fernandes Cabral, Karen Martins Leão, Marco Antônio Pereira da Silva, Rafaella Belchior Brasil

Resumo


Objetivou-se neste estudo avaliar a indução do estro em novilhas Nelore, utilizando implante intravaginal de progesterona de quarto uso. Em duas fazendas comerciais (Grupo I e II), foi utilizado um total de 260 novilhas (n=117 e 143; grupo I e II, respectivamente) da raça Nelore (Bos taurus indicus) que não apresentaram sinais de estro nos dois primeiros meses da estação de monta. Nos dois grupos, o estro foi induzido de acordo com o seguinte protocolo: inserção de um implante intravaginal de progesterona de quarto uso (D0) associado a aplicação de 2,0 mg de benzoato de estradiol (BE) . No momento da retirada do implante (D8), uma segunda dose de BE (1,0 mg) foi administrada. Após a retirada do implante, a observação do cio foi realizada, com auxílio de rufiões (relação 1:20),  a cada 12 horas durante 15 dias. Neste período, os animais em estro foram artificialmente inseminados. Após este período, as fêmeas não detectadas em estro foram colocadas com touros de repasse (relação 1:50). O diagnóstico de gestação foi realizado por palpação retal cinco meses após a inseminação artificial. A porcentagem de animais em estro e a taxa de fertilidade nos dois grupos foram comparadas pelo teste de qui-quadrado. Nos dois grupos de animais, a porcentagem de animais em estro não foi diferente (70,94% e 60,84%; grupo I e II, respectivamente). Nos dois grupos, a detecção de animais em estro ficou concentrada nos dois primeiros dias após a retirada do implante intravaginal (79% e 82%, grupo I e II, respectivamente). A taxa de fertilidade também não diferiu entre os grupos (66,67% e 57,34%; grupo I e II, respectivamente). Conclui-se que a indução de estro em novilhas Nelore utilizando o implante intravaginal de progesterona de quarto uso foi eficaz, considerando o número de animais em cio após o término do protocolo.

 


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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV