Hemofilia A em um cão Dachshund: relato de caso

Magnus Larruscaim Dalmolin, Luciana de Almeida Lacerda, Simone Tostes de Oliveira Stedile, Viviane Pedralli, Ana Cláudia Tourrucôo

Resumo


O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de hemofilia clássica canina. Um cão da raça Dachshund, macho, de um ano de idade, foi atendido em hospital veterinário de ensino devido a uma intensa epistaxe há mais de um dia. O paciente apresentava membranas mucosas pálidas, hematomas no pescoço, apatia e condição corporal magra. Devido à anemia grave o cão recebeu transfusão de sangue total fresco compatível e, durante o procedimento, a hemorragia cessou. Após recuperação clínica (cerca de 20 dias), o paciente foi encaminhado para orquiectomia e um dia após a cirurgia retornou ao hospital apresentando anemia grave, hemorragia escrotal intensa e hematomas abdominais. A hemorragia foi interrompida após outra transfusão de sangue total fresco compatível. A avaliação da hemostasia identificou tempo de sangramento da mucosa bucal, tempo de protrombina e concentração do antígeno do fator de von Willebrand dentro dos valores de referência. No entanto, um prolongamento do TTPA (39 segundos) e uma redução na atividade coagulante do fator VIII (1%) foram identificados. Com estes resultados, o paciente foi diagnosticado com hemofilia A severa. Atualmente o paciente é mantido com boa qualidade de vida e os episódios hemorrágicos são controlados com sangue total fresco compatível (quando há necessidade de hemácias), plasma fresco congelado ou crioprecipitado.


Palavras-chave


coagulopatia, hemorragia, hemostasia, transfusão de sangue

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV