Adição de betaína ao diluente leite em pó desnatado durante a conservação do sêmen do varrão a 10 °C

Lina Raquel Santos Araújo, Aline Viana Dias, Tatyane Bandeira Barros, Daianny Barboza Guimarães, Ludymila Furtado Cantanhêde, Ricardo Toniolli

Resumo


A betaína é um constituinte do plasma seminal humano, onde baixas concentrações têm sido relacionadas à infertilidade, entretanto não há relatos sobre seus efeitos no sêmen suíno.Objetivou-se verificar os efeitos da adição de diferentes concentrações de betaína sobre espermatozoides suínos diluídos e conservados em leite em pó desnatado a 10°C. Foram analisados 56 ejaculados, submetidos a 4 tratamentos: 1. LPD; 2. LPD+1g betaína/100mL; 3. LPD+2g betaína/100mL e 4. LPD+3g betaína/100mL. Foram realizadas análises diárias (D0-D4) de vigor e motilidade e no D0 e D4 foi realizado o teste hiposmótico e esfregaço para avaliar a vitalidade e integridade acrossomal. Os resultados de vigor, motilidade e vitalidade espermática diferiram entre os tratamentos, sendo superior no T1(p<0,05). O T1 também manteve o maior percentual de células com membrana íntegra em D0 e em D4, porém, neste último não diferiu estatisticamente de T4. A betaína não exerceu efeito protetor sobre a célula espermática suína diluída e conservada em meio à base de LPD a 10°C. A adição de concentrações iguais ou acima de 1g de betaína no diluente influenciaram negativamente a qualidade do sêmen, portanto, não são aplicáveis na conservação do sêmen suíno resfriado a10°C em LPD.


Palavras-chave


trimetilglicina, diluente alternativo, ejaculado

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV