Dinâmica das alterações do baço associadas ao estado clínico de cães com leishmaniose visceral

Simone Mousinho Freire, Ângela Piauilino Campos, Reginaldo Roris Cavalcante, José Lauletta Lindoso, Francisco Assis Lima Costa

Resumo


Foram avaliadas as alterações esplênicas de cães com leishmaniose visceral, sintomáticos e assintomáticos, em relação ao número de sinais clínicos observados nestes animais. Cães sintomáticos foram divididos em cinco grupos de acordo com o número de sinais clínicos presentes. Nos grupos com três ou mais sinais, houve hipertrofia e hiperplasia dos cordões esplênicos e depleção de células linfóides da bainha periarteriolar. No grupo de cães com apenas um sinal clínico houve depleção de folículos da polpa branca. Hiperplasia dos folículos foi observada em intensidade maior no grupo de cães mostrando mais de cinco sinais clínicos. Granulomas estavam presentes em maior intensidade no grupo de cães exibindo cinco sinais. Granulações eosinofílicas no citoplasma de células plasmáticas (corpúsculos de Russell) foram significativamente maiores no grupo de cães com cinco sinais clínicos em comparação com aqueles com apenas um, dois, três e quatro sinais clínicos e cães assintomáticos. Os resultados mostram que o baço apresenta  profundas alterações morfológicas que podem influenciar a evolução da infecção.

 


Palavras-chave


baço, cão,leishmaniose, sinais clínicos

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV