Origem e principais ramificações da artéria celíaca em avestruz (Struthio camelus, Linnaeus, 1758)

Ronaldo Hertel Neira, Felipe Victório de Castro Bath, Renata Medeiros do Nascimento, Thais Mattos Estruc, Paulo Souza Junior, Marcelo Abidu Figueiredo

Resumo


Foram estudados os arranjos da artéria celíaca em 30 filhotes de avestruzes (15 machos e 15 fêmeas). O comprimento médio da artéria celíaca foi 0,33±0,08 cm nos machos e 0,32±0,14 cm nas fêmeas não havendo diferença nesta medida entre sexos. Não houve correlação entre o comprimento rostrossacral e o comprimento da artéria celíaca em ambos os sexos. Sua origem ocorreu ao nível do sétimo espaço intercostal na maioria dos casos, ainda que a esqueletopia tenha variado independentemente do sexo. Seu território de irrigação incluiu o esôfago, pró-ventrículo, ventrículo, baço, fígado, pâncreas, duodeno, jejuno, íleo e cecos. A artéria celíaca origina-se da aorta descendente e fornece as artérias pró-ventricular dorsal e esplênica para posteriormente se dividir em ramos esquerdo e direito. Na maioria dos avestruzes o ramo esquerdo ofereceu ramos para o esôfago, pró-ventrículo e ventrículo em padrões variados. O ramo direito irrigou inicialmente o pâncreas, emitiu uma artéria hepática direita para o fígado, uma artéria gástrica direita para o ventrículo e terminou como artéria pancreáticoduodenal para o pâncreas e porções do duodeno. Finalmente, esta artéria emitiu numerosos ramos ileocecais para o íleo e cecos direito e esquerdo. Artérias duodenojejunais e jejunais surgiram apenas em 10% e 3,33% dos animais, respectivamente. Todos apresentaram a artéria marginalis intestini tenuis percorrendo a margem mesentérica do intestino delgado. Anastomoses de ramos da artéria celíaca com os oriundos da mesentérica cranial ocorreram em 20% dos casos.


Palavras-chave


artéria celíaca, aves, sistema circulatório

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV