Estudo da romifidina ou xilazina associadas à cetamina em cães pré-tratados com atropina, submetidos ou não à ovario-histerectomia

Stélio Pacca Loureiro Luna, Mariângela Louzano Cruz, Adriano Bonfim Carregaro, Edivaldo Marques Junior

Resumo


Estudou-se o efeito cardiorrespiratório das associações de romifidina ou xilazina e cetamina em 12 cães clinicamente sadios.Seis animais receberam como medicação pré-anestésica (MPA) 0,05 mg/kg de atropina por via subcutânea (SC), seguido daassociação de O, 1 mg/kg de romifidina e 15 mg/kg de cetamina por via intramuscular- ARC {IM) e seis animais receberam 0,05mg/kg de atropina SC, seguido de 1 rilg/kg de xilazina e 15 mg/kg de cetamina IM - AXC. Os parâmetros cardiorrespiratóriosforam avaliados antes da MPA e a cada 15 minutos por 120 minutos. Os protocolos anestésicos produziram hipotermia ehipercapnia com conseqüente acidose respiratória. Nenhuma alteração foi observada na freqüência cardíaca, oximetria,concentração de C02 expirado, bicarbonato, osmolaridade sangüínea, concentração sangüínea de sódio e potássio, glicosee hematócrito. A Pa02 reduziu apenas nos animais tratados com ARC aos 45 minutos. Observaram-se maiores valores decálcio e menores de pH aos 45 minutos, bradipnéia e menores valores do volume aos 1 05 minutos e de pressão arterial aos15 e 30 minutos nos animais tratados com ARC em relação aos tratados com AXC. Apesar das associações de ARC e AXCproduzirem estabilidade dos parâmetros cardiorrespiratórios, não houve analgesia e relaxamento muscular suficientes, jáque quatro animais de cada grupo necessitaram complementação anestésica com cetamina e destes, dois do grupo AXCnecessitaram complementação com anestesia volátil, bem como recuperação prolongada, o que inviabiliza o uso destastécnicas anestésicas nestas doses para ovario-histerectomia em cães.

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV