Curva de sobrevivência de bactérias isoladas do leite de vacas com mastite a três extratos etanólicos de própolis

Marcelo Souza Pinto, José Eurico Faria, Sérvio Túlio Alves Cassini, Dejair Message, Carmen Silva Pereira

Resumo


Estudou-se o efeito de extratos etanólicos de própolis obtidos por álcool 70, 80 e 95%, sobre amostras de Staphy/ococcusaureus e Streptococcus agalactiae isoladas do leite de vacas com mastite. Não houve diferença significativa (p>0,01) naatividade antibacteriana entre os três tipos de extratos etanólicos de própolis estudados. As duas concentrações de extratosetanólicos utilizadas na avaliação da sensibilidade do Staphylococcus aureus, 3,0 e 2,0 mg/ml, inibiram, de maneira semelhante,as três amostras bacterianas testadas. Somente em uma amostra foi observada ação bactericida dos extratos etanólicosde própolis, em ambas as concentrações, a partir de 12 horas de exposição. Nas duas amostras de Streptococcus aga/actiae,observou-se o efeito bactericida da própolis ao final do período de 24 horas de exposição às concentrações de 0,43 e 0,3 mg/ml. Verificou-se que, com dosagens cerca de dez vezes menores que as aplicadas para Staphylococcus aureus, houve umacompleta e irreversível inibição do Streptococcus agalactiae, dentro do período estudado. Estes resultados estimulam oprosseguimento de novas investigações sobre a utilização de extratos de própolis, em veículos adequados, com vistas aotratamento da mastite bovina.

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV