Do “Consenso de Washington” ao “Consenso de Seul”: Qual o Papel do Estado na Governança?

Pierre Vercauteren

Resumo


O conceito original de governança, como especificado pelo Banco Mundial em 1992 e inspirado numa perspectiva normativa pelo “Consenso de Washington”, foi portador da abordagem que pregava o recuo do Estado, convidando diversos atores a fornecerem respostas para o déficit de legitimidade e eficácia encontrado em vários países. Mais recentemente, em 2010, a adoção por parte dos membros do G20 do chamado “Consenso de Seul” marcou um novo estágio na concepção de governança, afastando-a da abordagem do “Consenso de Washington”. O objetivo do presente artigo consiste em analisar as razões para a transição de um Consenso para o outro e em especificar o que esta evolução envolve no que diz respeito ao papel do Estado na Governança. Com esta finalidade, a análise investiga os limites da Governança tal como aplicada de acordo com seu modelo original, e identifica algumas mudanças no sistema internacional, incluindo a chegada de potências emergentes em um contexto de múltiplas crises, a fim de identificar a repercussão nos Estados. Todos estes elementos nos levam a reconsiderar o papel do Estado na governança global, particularmente à luz do “Consenso de Seul”.

Palavras-chave


Consenso de Washington, Consenso de Seul, governança global

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