Modelos organizacionais na administração pública em choque com a realidade brasileira: novas perspectivas de análise a partir da auditoria de gestão do Inmetro

Carlos Otávio de Almeida Afonso, Maria Gracinda Carvalho Teixeira

Resumo


O artigo focaliza os modelos organizacionais na administração pública e sua adequabilidade ao Brasil, investigando novas perspectivas de análise quanto à atuação da auditoria de gestão governamental do INMETRO. A pesquisa apoia-se, sobretudo, em estudos ancorados em pressupostos críticos e orienta-se por princípios metodológicos da fenomenologia hermenêutica crítica. Os resultados da pesquisa confirmam a suposição inicial de que os órgãos oficiais de controle brasileiros obedecem a uma padronização internacional, cujos efeitos se constituem barreiras institucionais a serem ultrapassadas, de modo a assegurar maior apoio a um controle social mais efetivo.


Texto completo:

PDF

Referências


Abrucio, F. L. (2006). Os avanços e dilemas do modelo pós-burocrático a reforma da administração pública à luz da experiência recente. In L. C. Bresser Pereira, & P. Spink (Orgs.), Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial (pp.173-199). Rio de Janeiro: FGV.

Battistelli, F. (Org.). (2002). La cultura delle amministrazioni: fra retorica e innovazione. Franco Angeli: Milano.

Brasil. (1995). Presidência da República. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Brasília.

Brasil. (2001). Controladoria-Geral da União – CGU. Manual do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Brasília: SFCI.

Brasil. (2012). Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro. Histórico. Recuperado em 16 de maio de 2013, de http://www.inmetro.gov.br/inmetro/historico.asp

Brasil. (2013). Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro. Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna – PAINT 2014. Rio de Janeiro: Audin.

Bresser-Pereira, L. C., & Spink, P. (2006). Gestão do setor público: estratégia e estrutura para um novo Estado. In L. C. Bresser Pereira, & P. Spink (Orgs.), Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial (pp. 21-28). Rio de Janeiro: FGV.

Brulon, V.; Vieira, M., & Darbilly, L. (2013). Choque de gestão ou choque de racionalidades?: o desempenho da administração pública em questão. Revista Eletrônica de Administração, 74(1), 1-34.

Bueno, E. (1998). A viagem do descobrimento: a verdadeira história da expedição de Cabral. Rio de Janeiro: Objetiva.

Castor, B. V. J. (2000). O Brasil não é para amadores: estado, governo e burocracia na terra do jeitinho. Curitiba: EBEL/IBQP-PE.

DaMatta, R. (1980). Carnavais, malandros e heróis. Para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: Zahar.

Filippim, E. S.; Rossetto, A. M., & Rossetto, C. R. (2010). Abordagens da administração pública e sua relação com o desenvolvimento em um contexto regional: o caso do Meio-Oeste Catarinense. Cadernos EBAPE.BR, 8(4), 734-752.

Guerreiro Ramos, A. (1983). Administração e contexto brasileiro. 2ª. Ed. Rio de Janeiro: FGV.

_______ (1965). A redução sociológica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.

_______ (2009). A modernização em nova perspectiva: em busca do modelo da possibilidade. In F. G. Ramos, A. G. (1989). A nova ciência das organizações: uma reconceituação da riqueza das nações. 2ª Ed. Rio de Janeiro: FGV.

Gustafsson, G. (1883). Symbolic and pseudo policies as responses to diffusion of power. Policy Sciences, 15(3), 269-287.

Habermas, J. (1984). A mudança estrutural da esfera pública: investigações quanto a uma categoria da sociedade burguesa. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.

_______ (2012). Agir comunicativo e razão destranscendentalizada. Tradução Lúcia Aragão. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.

_______ (2013). Fé e saber. Tradução Fernando Costa Mattos. São Paulo: Editora Unesp.

Kissler, L., & Heidemann, F. G. (2006). Governança pública: novo modelo regulatório para as relações entre Estado, Mercado e Sociedade. Revista de Administração Pública, 40(3), 476-99.

Kooiman, J. (1993). Modern governance: new government-society interactions. Newbury Park, Calif.: Sage.

_______ (2003). Societal Governance. In I. Katenhusen, & W. Lamping (Ed.). Demokratien in Europa (pp.229-250). Hannover: VS Verlag für Sozialwissenschaften.

March, J., & Olsen, J. P. (1983). Organizing political life: what administrative reorganization tells us about government. American Political Science Review, 77(2), 281-296.

Martins, H. F., & Cunha, L. A. P. (2009). Organização governamental: problemas e soluções em perspectiva conceitual e da administração pública brasileira. In P. Modesto (Coord.), Nova organização administrativa brasileira (pp. 73-82). Belo Horizonte: Fórum.

Masini, E. F. S. (1997). Enfoque fenomenológico de pesquisa em educação. In I. Fazenda (Org.), Metodologia da Pesquisa Educacional (pp. 59-67). São Paulo: Cortez.

Merton, R. K. (1957). Bureaucratic structure and personality. In R. K. Merton (Ed.), Social theory and social structure: toward the codification of theory and research (pp. 195-206). Glencoe: Free Press.

Lustosa da Costa, F. (2007). Condicionantes da reforma do Estado no Brasil. In P. E. Martins, & O. P. Pieranti (Orgs.), Estado e Gestão Pública – Visões do Brasil Contemporâneo (pp.133-158). Rio de Janeiro: FGV.

Osborne, D. (2007). Reinventing government: what a difference a strategy makes. 7th Global Forum on Reinventing Government. Vienna-Austria: United Nations: Recuperado em 12 de outubro de 2013 de http://unpan1.un.org/intradoc/groups/public/documents/un/unpan025253.pdf

Paes de Paula, A. P. (2005a). Administração pública brasileira entre o gerencialismo e a gestão social. Revista de Administração de Empresas, 45(1), 36-49.

_______ (2005b). Por uma nova gestão pública: limites e potencialidades da experiência contemporânea. Rio de Janeiro: FGV.

Peci, A.; Pieranti, O. P., & Rodrigues, S. (2008). Governança e new public management: convergências e contradições no contexto brasileiro. Organizações & Sociedade, 15(46), 39-55.

Santos, W. G. (1993). As razões da desordem. Rio de Janeiro: Rocco.

_______ (2006). O ex-Leviatã brasileiro: do voto disperso ao clientelismo concentrado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Secchi, L. (2009). Modelos organizacionais e reformas da administração pública. Revista de Administração Pública, 43(2), 347-69.

Tenório, F. G. (2008). Um espectro ronda o terceiro setor, o espectro do mercado: ensaios de gestão social. 3ª Ed. Ijuí: Editora Unijuí.

_______ (1998). Gestão social: uma perspectiva conceitual. Revista de Administração Pública, 32 (5),7-23.

Tenório, F. G., & SARAVIA, E. (2007). Escorços sobre gestão pública e gestão social. In P. E. Martins & O. P. Pieranti (Orgs.), Estado e gestão pública: visões do Brasil contemporâneo (pp.108-132). Rio de Janeiro: FGV.

Weber, M. (1982). Ensaios de sociologia. 5ª. Ed. Rio de Janeiro: LTC.

Zwick, E.; Teixeira, M.; Pereira, J., & Vilas Boas, A. (2012). Administração pública tupiniquim: reflexões a partir da Teoria N e da Teoria P de Guerreiro Ramos. Cadernos EBAPE.BR, 10(2), 284-301.




DOI: https://doi.org/10.22409/eas.v2i1.32

Apontamentos

  • Não há apontamentos.