POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O EMPREENDEDORISMO EM TEMPOS DE PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

Maria Fusioka, Adreana Platt

Resumo


Fundamentado no paradigma toyotista, a reestruturação do setor produtivo ocorrida no final do século XX levou à quebra das cadeias produtivas e, consequentemente, à terceirização dos serviços. Tal processo objetivou a redução dos custos trabalhistas e transformou os trabalhadores assalariados em pequenos fornecedores. Este modelo conhecido como out-sourcing ocorre na atualidade de forma mundial, exigindo dos Estados o estabelecimento de estratégias nas políticas públicas para atrair os investimentos estrangeiros. Frente a este novo cenário, a orientação e a capacitação profissional passaram a ser concebidas como um dos fatores para o êxito das políticas públicas e privadas, na qual o Estado e a sociedade civil devem atuar de forma combinada com o propósito de facilitar a atuação dos investidores estrangeiros na localidade. É neste contexto que a formação voltada para o empreendedorismo torna-se parte da agenda das políticas públicas. Este artigo mostra que o empreendedorismo, na realidade, configura-se em uma nova forma de precarização do trabalho com a finalidade de recuperar o padrão de acumulação e, contrariamente à concepção propalada pelas Agências Multilaterais, potencializam os antagonismos sociais.

Palavras-chave


Empreendedorismo; políticas públicas de educação; precarização do trabalho.

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DOI: https://doi.org/10.22409/tn.12i19.p8605

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