ELABORAÇÃO DA TRILHA INTERPRETATIVA NO MORRO DAS ANDORINHAS: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA, RJ

Mariana Macêdo Barcellos, Stephanie Maia, Camila Pinto Meireles, Douglas de Souza Pimentel

Resumo


Os parques são unidades de proteção integral para os quais são previstos a pesquisa, a educação ambiental e o uso turístico. O Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) que representa uma área natural no contexto urbano está localizado na divisa das cidades de Niterói e Maricá (RJ), possui trilhas que proporcionam a observação de paisagens exuberantes e recebe diariamente centenas de visitantes. No entanto, muitos frequentadores pouco sabem sobre a unidade de conservação. Nesse sentido, a interpretação ambiental pode ser uma ferramenta de educação ambiental, ao permitir que os visitantes desfrutem de novas experiências, novos aprendizados e melhor compreensão dos aspectos socioambientais. O objetivo do presente trabalho é propor uma trilha interpretativa para o Morro das Andorinhas. A sondagem para a determinação dos pontos interpretativos foi feita durante as atividades do Programa de Educação Ambiental (PEA) realizadas pelo Museu de Arqueologia de Itaipu, com escolas do entorno do Parque. Foram considerados os questionamentos dos alunos, os aspectos físicos, biológicos e paisagísticos relevantes para a interpretação ambiental. Além disso, também foi feita uma caracterização física da trilha, que subsidiara um programa de monitoramento dos impactos da visitação.


Texto completo:

PDF

Referências


ALCANTARA, L.C. Trilhas interpretativas da natureza: Planejamento, Implantação e Manejo. 2007. 87p. Monografia (Especialização em Turismo e Desenvolvimento Sustentável) – Universidade de Brasília, Centro de Excelência em Turismo, Brasília. Disponível em:< http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/194/1/2007_LeonardoCintraAlcantara.pdf. > Acesso em: 19 nov. 2012.

ANDRADE, W.J.; ROCHA, R.F. Manejo de trilhas: um manual para gestores. Instituto Florestal, São Paulo, 2008. Disponível em: < http://www.iflorestal.sp.gov.br/publicacoes/serie_registros/Revistas_completas/IFSR35.pdf.> Acesso em: 20 mar. 2013.

BARROS, A. A. Análise florística e estrutural do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Niterói/Maricá, Rio de Janeiro, Brasil. 2008. 218 p. Tese (Doutorado em Botânica) – Escola Nacional de Botânica, Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: Acesso em: 27 ago. 2012.

BARROS, A. A.; GARCEZ, C. Atividades de educação ambiental na recuperação da vegetação do Morro das Andorinhas, Niterói/ RJ. In: ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE BIOLOGIA, 2., 2003, Sâo Gonçalo/RJ. Anais... São Gonçalo, SBENBI; UERJ/FFP, 2003. P. 110-114.

BARROS, A. A.; LAURINDO, T. F. S.; SILVEIRA, R. M.; MENDONÇA, N. C.; PINTO, L. J. S.; GARCEZ, C. Comunidades Tradicionais e Universidade: Prática de educação ambiental no Morro das Andorinhas, Niterói, RJ. In: ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE BIOLOGIA, 4., 2005, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, SBENBIO; UFRJ, 2005. P. 495-499.

BEDIM, B. P. Trilhas interpretativas como instrumento pedagógico para a educação biológica e ambiental: reflexões. 2004. Disponível em: http://www.ldes.unige.ch/bioEd/2004/pdf/bedim.pdf. Acesso em: 14 nov. 2012.

BAYFIELD, N. G. Approaches to reinstatement of damaged footpaths in the Three Peaks area of the Yorkshire Dales National Park. In: AGRICULTURE AND CONSERVATION IN THE HILLS AND UPLANDS. ITE, 23., 1987, Symposium… 1987, P. 78-87.

BRASIL. LEI N. º 9.985, de 18 de Julho de 2000. Decreto N. º 4.940, de 22 de Agosto de 2002. Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Brasília: IBAMA, Diretoria de Ecossistemas, 2002. 35 p.

BUENO, F.P. Vivências com a natureza: uma proposta de Educação Ambiental para o uso público em Unidades de Conservação. Revista Brasileira de Ecoturismo, São Paulo, v.3, n.1, p. 61-78, 2010. Disponível em: http://www.sbecotur.org.br/rbecotur/seer/index.php/ecoturismo/article/view/77/28. Acesso em: 25 out. 2012.

GARCEZ, C. S. Educação Ambiental e Ecologismo nas Trilhas das Caminhadas Ecológicas. 2007. 136 p. Dissertação (Mestrado em Ciência Ambiental)- Depto. de Geociências, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2007.

GUERRA, A. Proposta de Trilha Interpretativa guiada para a Mata “Vista Chinesa” da SOEICOM – Lagoa Santa/Vespasiano. In: ENCONTRO DE GEÓGRAFOS DA AMÉRICA LATINA, 10., 2005, São Paulo. Anais... São Paulo, Universidade de São Paulo, 2005. Disponível em: http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal10/Teoriaymetodo/Metodologicos/05.pdf. Acesso em: 25 mar. 2013.

IRVING, M. A. (Org.). Áreas protegidas e inclusão social: construindo novos significados. Rio de Janeiro: Aquarius, 2006.

LIMA, S. T. Trilhas Interpretativas: a aventura de conhecer a paisagem, Cadernos Paisagem. Rio Claro, UNESP, n. 3, p. 39-44, 1998. Disponível em: Acesso em: 19 nov. 2012.

LOBO, A. C.; SIMÕES, L. L. Manual de Monitoramento e Gestão dos Impactos da Visitação em Unidades de Conservação. São Paulo: Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, 2009.

MACHADO, R. Proposições Conservadora e Crítica em Educação Ambiental: a discussão das duas possibilidades em um mesmo espaço. Revista Brasileira de Ecoturismo, São Paulo, v.3, n. 1, p. 23-46, 2010. Disponível em: http://www.sbecotur.org.br/rbecotur/seer/index.php/ecoturismo/article/viewFile/697/343#page=61. Acesso em: 21 out. 2012.

MAGRO, T.C. Impactos do uso público em uma trilha no Planalto do Parque Nacional de Itatiaia. 1999. 135p. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal) – Escola de Engenharia de São Carlos. Universidade de São Paulo, São Carlos, 1999.

MEDEIROS, R. Evolução das tipologias e categorias de áreas protegidas no Brasil. Revista Ambiente e Sociedade. v. 9, n. 1, 2006. Disponível em: Acesso em: 17 ago. 2012.

MEDEIROS, R.; IRVING, M.; GARAY, I. A proteção da natureza no Brasil: evolução e conflitos de um modelo em construção. RDE. Revista de Desenvolvimento Econômico, ano 6, n. 5, p. 83-93. Disponível em: . Acesso em: 4 dez. 2013.

MENGHINI, F,B.; GUERRA, A.F.S. Trilhas interpretativas : caminhos para a educação ambiental. ANPEd Sul. Itajaí, SC, 2008. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2012.

OLIVEIRA, L. R. N. (Org). Unidades de conservação da natureza. São Paulo, 2009. n.3. Cadernos de Educação Ambiental. São Paulo, Governo do Estado de São Paulo; Secretaria do Meio Ambiente; Fundação Florestal, n. 3, 2009. Disponível em:< http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/publicacoes/sma/unidConservNat.pdf>. Acesso em: 10 nov. 2012.

OLIVEIRA, R. T.; BLOOMFIELD, V. K.; MAGALHÃES,L. M. S. Trilha auto-guiada: proposta deimplantação e interpretação na FlorestaNacional Mário Xavier Sandra Regina da Costa. Floresta e Ambiente, v. 6, n. 1, p. 138-143, 1999. Disponível em: < http://www.geocities.ws/floramrural/p0138.pdf. > Acesso em: 26 nov. 2012.

PEREIRA, M. C. B.; MELLO, Y. R. Projetos globais e resistências locais: pescadores artesanais e Unidades de Conservação no litoral, Rio de Janeiro – Brasil. Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 24, p. 137-150, jul./dez. 2011. Disponível em: < http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/made/article/view/21604/17085. > Acesso em: 19 nov. 2012.

PIMENTEL, D. S. Os parques de papel e o papel social dos parques. 2008. 254p. Tese (Doutorado em Recursos Florestais) – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, Universidade de São Paulo, 2008.

PIMENTEL, D. S.; MAGRO, T. C. Múltiplos olhares, muitas imagens: o manejo de parques com base na complexidade social. GEOgraphia (UFF), v. 13, p. 92-113, 2011.

PROJETO DOCES MATAS. Manual de Introdução à Interpretação Ambiental. Projeto Doces Matas/ Grupo Temático de Interpretação Ambiental. Belo Horizonte, 2002. Disponível em: Acesso em: 14 nov. 2012.

SILVA, N.P.S.; NETO, A.R.C. A Educação Ambiental como Instrumento de Sensibilização Turística em Unidades de Conservação. Revista Eletrônica Aboré , 2007. Disponível em: Acesso em: 10 nov. 2012.

SIQUEIRA, L. F. Trilhas interpretativas: Uma vertente responsável do (eco) turismo. Caderno Virtual de turismo, n. 14, 2004. Disponível em: < http://www.ivtrj.net/caderno/anteriores/14/siqueira/siqueira.pdf.> Acesso em: 14 nov. 2012.

TAKAHASHI, L.Y. Caracterização dos Visitantes, suas preferências e percepções e avaliação dos impactos da visitação pública em duas unidades de conservação do Estado do Paraná. 1998. Tese (Doutorado em Ciências Florestais) – Curso de Pós-graduação em Engenharia Florestal, Setor De Ciências Agrárias, Curitiba, Universidade Federal do Paraná. 1998. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2012.

TILDEN, F. Selecciones de “Interpretando Nuestra Herencia”. Turrialba, Costa Rica: CATIE, 1977.

VASCONCELLOS, J. M. de O. Educação e Interpretação Ambiental em Unidades de Conservação. Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. Cadernos de Conservação, ano 3, n. 4, dez. 2006.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.