DIFERENTES DIMENSÕES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A INSERÇÃO SOCIAL DOS PARQUES

Douglas de Souza Pimentel, Teresa Cristina Magro

Resumo


A realização de educação ambiental (EA) é legalmente prevista para todas as Unidades de Conservação brasileiras. Assim, o objetivo do presente texto é analisar as suas diferentes dimensões, focando na construção do papel social dos parques. A gestão desses lida com a emergência dos problemas ligados às relações da administração com as pessoas. Nesse sentido, a EA é reduzida à mitigação dos impactos da visitação. Espera-se, mais amplamente, que a EA possa capacitar os membros comunitários a participação mais balizada nos conselhos consultivos. Deve ser pensada, portanto, sob diferentes objetivos como um instrumento importante para viabilizar a inserção social dos parques.


Texto completo:

PDF

Referências


BENSUSAN, N. Conservação da biodiversidade em áreas protegidas. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2006. 176 p.

BOO, E. O planejamento ecoturístico para áreas protegidas. In: LINDBERG, K.; HAWKINS, D.E. (Ed.). Ecoturismo: um guia para planejamento e gestão. 2. ed. São Paulo: Ed. SENAC, 1999. cap. 1, p. 31-57.

BRASIL. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza SNUC. Brasília: IBAMA, Diretoria de Ecossistemas, 2002. 35 p.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Gestão Participativa do Sistema Nacional de Unidades de Conservação -SNUC. Brasília, 2004. 205 p.

CASCINO, F. Educação ambiental: princípios, história e formação de professores. São Paulo: Ed. SENAC, 2000. 109 p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Como o Ibama exerce a educação ambiental. Brasília, 2002. 32 p.

INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS. Educação ambiental em unidades de conservação. Rio de Janeiro, 2006. 28 p.

IRVING, M.A.; COZZOLINO, F.; FRAGELLI, C.; SANCHO, A. Construção de governança democrática: interpretando a gestão de parques nacionais no Brasil. In: IRVING, M.A. (Org.). Áreas Protegidas e inclusão social: construindo novos significados. Rio de Janeiro: Fundação Bio-Rio – Núcleo de produção Editorial Aquarius, 2006. p. 41-75.

LEUZINGER, C. Ecoturismo em parques nacionais: a compatibilidade entre a função de preservação ambiental e a prática do ecoturismo em parques nacionais. Brasília: W.D. Ambiental, 2002. 150 p.

LOUREIRO, C.F.B. Educação ambiental e gestão participativa na explicitação e resolução de conflitos. Gestão em Ação, Salvador, v. 7, n. 1, p. 1-16, jan./abr. 2004.

______. Crítica ao fetichismo da individualidade e aos dualismos na educação ambiental. Educar, Curitiba, n. 27, p. 37-53, 2006.

LOUREIRO, C.F.B.; AZAZIEL, M.; FRANCA, N.; BRASILEIRO, R.F.; MUSSI, S.M.; LAFFAILLE, T.M.S.; LEAL, W.O. Educação ambiental e gestão participativa em unidades de conservação. 2. ed. Rio de Janeiro: IBAMA, 2005. 57 p.

LOUREIRO, C.F.B.; AZAZIEL, M.; FRANCA, N. Educação ambiental e conselho em unidades de conservação: aspectos teóricos e metodológicos. Rio de Janeiro: Ibase, 2007. 87 p.

NAUGHTON-TREVES, L.; HOLLAND, M.B.; BRANDON, K. The role of protected areas in conserving biodiversity and sustaining local livelihoods. Annual Review of Environment and Resources, Palo Alto, v. 30, p. 219-252, 2005.

PÁDUA, S.M.; TABANEZ, M.F.; SOUZA, M.G. A abordagem participativa na educação para a conservação da natureza. In: CULLEN, JR., L. RUDRAN, R.; VALLADARES-PÁDUA, C. (Org.). Métodos de estudos em biologia da conservação e manejo da vida silvestre. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, 2003. p. 557-591.

SANTOS, J.E.; SATO, M.; PIRES, J.S.R.; MAROTI, P.S. Environmental education práxis toward a natural conservation area. Revista Brasileira de Biologia, São Carlos, v. 60, n. 3, p. 361-372, 2000.

SILVA, N.P.S.; COSTA NETO A.R. A educação ambiental como instrumento de sensibilização turística em unidades de conservação. 3. ed. Revista Eletrônica Aboré, Manaus, 2007. Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 2008.

TAKAHASHI, L. Uso público em unidades de conservação. Cadernos de Conservação, Curitiba, v. 2, n. 2, 40 p. out. 2004.

TEIXEIRA, C. O desenvolvimento sustentável em unidade de conservação: a “naturalização” do social. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 20, n. 59, p. 51-56, out. 2005.

VASCONCELLOS, J.M. Educação e interpretação ambiental em unidades de conservação. Cadernos de Conservação, Curitiba, v. 3, n. 4, 86 p. dez. 2006.

WEST, P.; IGOE, J.; BROCKINGTON, D. Parks and people: the social impact of protected areas. Annual Review of Anthropology, Palo Alto, v. 35, p. 251-277, 2006.

WESTERN, D. Prefácio: definindo ecoturismo. In: LINDBERG, K.; HAWKINS, D.E. (Ed.). Ecoturismo: um guia para planejamento e gestão. 2. ed. São Paulo: Ed. SENAC, 1999. p.13-22.

ZIAKA, Y; ROBICHON, P.; SOUCHON, C. Educacion ambiental: 6 propuestas para actuar como ciudadanos. Cuzco: Fundacíon Charles Léopold Mayer para el Progreso del Hombre; Centro de Estúdios Regionales Andinos Bertolomé de las Casas, 2002. 134 p. (Debate para otro futuro, 4; Serie Humanidad y Biósfera).


Apontamentos

  • Não há apontamentos.